Anúncio SST SESI

PF inicia investigação envolvendo previdência do Amapá e Banco Master após aportes milionários

A investigação sobre Amprev e Banco Master apura aportes de R$ 400 milhões da previdência do Amapá e amplia o escrutínio sobre investimentos estaduais em bancos privados. Continue lendo e saiba mais.
Amprev e Banco Master em investigação da Polícia Federal
Operação da PF apura investimentos da previdência do Amapá no Banco Master (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A relação entre a Amapá Previdência (Amprev) e o Banco Master passou a ser alvo direto da Polícia Federal nesta sexta-feira (06/02), com a deflagração da Operação Zona Cinzenta. A investigação apura aportes de ao menos R$ 400 milhões feitos em 2024 pela previdência do Amapá em ativos emitidos pelo Master

Segundo a PF, os mandados de busca e apreensão cumpridos em Macapá, município do Amapá, miram possíveis irregularidades na gestão dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado. O foco, portanto, recai tanto sobre o processo de aprovação das aplicações quanto sobre a execução das operações financeiras.

Amprev e Banco Master sob investigação federal

As diligências autorizadas pela Justiça Federal envolvem quatro endereços na capital amapaense. Os investigadores apuram indícios de gestão temerária e gestão fraudulenta na condução dos investimentos realizados no contexto da relação entre Amprev e Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, a análise se concentra na exposição do fundo previdenciário a letras financeiras emitidas por banco privado, modalidade que tende a apresentar maior risco quando comparada a títulos públicos tradicionais. A corporação avalia se os critérios técnicos adotados estavam alinhados às normas de governança exigidas para recursos previdenciários.

Amprev e Banco Master: o que são e como se relacionam

A Amprev é o regime próprio de previdência do Estado do Amapá, responsável pela gestão dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. Ou seja, como fundo previdenciário, suas aplicações devem seguir regras de governança e controle de risco.

Já o Banco Master foi uma instituição financeira privada que atuou fortemente na captação de recursos junto a fundos públicos e investidores institucionais. O banco teve a liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central, após problemas de liquidez e investigações sobre sua operação. Antes disso, movimentou volumes bilionários por meio da emissão de letras financeiras e outros papéis, hoje no centro das apurações que envolvem Amprev e Banco Master.

Investimentos previdenciários e exposição a ativos privados

O caso reforça um debate mais amplo sobre a estratégia de aplicação de recursos de previdências estaduais em instrumentos financeiros fora do Tesouro Nacional. Especialistas do setor apontam que decisões desse tipo exigem controles rigorosos, sobretudo quando envolvem volumes elevados.

No episódio envolvendo Amprev e Banco Master, a PF busca identificar se houve falhas na análise de risco. Além de concentração excessiva de recursos ou descumprimento de diretrizes internas. Eventuais responsabilidades administrativas e criminais, porém, ainda dependem do avanço das apurações.

Amprev e Banco Master no contexto de outras apurações

A operação no Amapá ocorre poucos dias após a prisão do ex-presidente da Rioprevidência, em investigação que examina aportes próximos de R$ 1 bilhão no mesmo banco. Esse encadeamento, portanto, amplia o alcance do chamado caso Master em âmbito estadual.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, aparece no centro dessas investigações pela estratégia de captação junto a regimes previdenciários. Para autoridades, o conjunto de casos pode redefinir o nível de fiscalização sobre a relação entre fundos públicos e instituições financeiras privadas.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp