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Lucro do Banco ABC cresce no 4º tri e supera projeções do mercado

O Lucro do Banco ABC somou R$ 275,5 milhões no 4T25, superando expectativas, com avanço da carteira de crédito, controle da inadimplência e projeções positivas para 2026. Continue lendo e saiba mais.
Imagem institucional do Banco ABC ilustrando divulgação dos lucro do Banco ABC no 4T25
Resultados do Banco ABC ficaram acima das estimativas do mercado. (Foto: Divulgação/Banco ABC

O lucro do Banco ABC alcançou R$ 275,5 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (06/02), ficou levemente acima do consenso de mercado, que previa R$ 274 milhões, segundo dados da mídia. Portanto, reforçando a capacidade do banco de sustentar crescimento mesmo em um ambiente financeiro mais seletivo.

Esse desempenho veio acompanhado de avanço na rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), indicador que mostra quanto o banco gera de lucro a partir do capital dos acionistas, chegou a 16,3% no trimestre, ante 15,2% um ano antes. Além disso, no acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 1 bilhão, crescimento de 3,2%, enquanto o ROAE médio ficou em 15,2%.

Lucro do Banco ABC e a dinâmica da carteira de crédito

Um dos pilares que sustentaram o lucro do Banco ABC foi a evolução da carteira de crédito, que encerrou 2025 em R$ 54,7 bilhões. Na prática, a carteira de crédito representa o total de recursos emprestados a empresas e clientes, sendo uma das principais fontes de receita da instituição. O crescimento, nesse contexto, anual foi de 3%, dentro do guidance revisado.

Outro destaque no balanço dos lucros do Banco ABC foi o segmento Middle, formado por empresas de médio porte, que registrou expansão de 15% em 12 meses. Inclusive, já considerando a nova segmentação adotada pelo banco. Esse avanço, portanto, indica maior presença do ABC em companhias com demanda recorrente por financiamento e serviços financeiros.

A qualidade do crédito permaneceu sob controle ao longo do período. As operações com atraso superior a 90 dias, indicador conhecido como inadimplência, recuaram 10 pontos-base no trimestre. E, além disso, encerraram o ano em 0,5% da carteira expandida, nível considerado baixo para o setor bancário.

A leitura do lucro do Banco ABC também teve como destaque o Índice de Basileia, que mede a solidez financeira, comparando capital próprio com os riscos assumidos. O índice ficou em 16,3% no 4T25, levemente abaixo dos 16,5% de um ano antes, ainda acima do mínimo regulatório exigido.

Já para 2026, o Banco ABC projeta crescimento da carteira de crédito entre 6% e 10%, com avanço de até 18% no segmento Middle. Além disso, planeja o controle do índice de eficiência entre 37,5% e 39,5%, mantendo o lucro do Banco ABC como eixo central da estratégia operacional.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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