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Golpes no Carnaval exigem atenção redobrada para evitar prejuízos

Golpes no Carnaval se intensificam com o uso de Pix, cartões e celulares em blocos e viagens. Veja como ajustes simples e resposta rápida ajudam a reduzir riscos e evitar prejuízos financeiros.
Golpes no Carnaval e cuidados com pagamentos digitais
Alta circulação no Carnaval amplia riscos de golpes financeiros. Imagem: Canva

Nos dias que antecedem a folia, o alerta sobre golpes no Carnaval se intensifica com a forte circulação de pessoas nas ruas, em viagens e em eventos pelo país. Nesse contexto, o uso constante de cartões, Pix e celulares abre brechas. Sobretudo porque a atenção do consumidor se divide entre lazer e deslocamentos.

Além disso, dados da Serasa Experian indicam que, no Carnaval de 2024, ocorreu uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos. Os casos envolveram documentos, dados pessoais e aparelhos móveis. Por isso, instituições financeiras e especialistas reforçam orientações preventivas antes do início da festa.

Golpes no Carnaval e o efeito da alta circulação

Com mais pessoas em blocos de rua, aeroportos e rodoviárias, a exposição a furtos aumenta. Ao mesmo tempo, cresce o risco de uso indevido de informações financeiras. Celulares desbloqueados, cartões físicos e senhas anotadas seguem entre os principais alvos de fraudadores.

Segundo Lee Waisler, sócio e head da Plataforma de Atendimento & Antifraude da XP, cuidados simples adotados antes da folia ajudam a reduzir riscos. E isso ocorre sem interferir na experiência do consumidor. Entre as medidas estão o ajuste de limites de transações, a ativação de proteções adicionais e o cadastro prévio em ferramentas de bloqueio rápido.

Além disso, manter as notificações bancárias ativas faz diferença. Assim, o cliente identifica operações fora do padrão quase em tempo real. Com isso, torna-se possível conter prejuízos em casos de uso indevido.

Fraudes financeiras durante festas e os meios de pagamento

Entre os golpes no Carnaval mais recorrentes estão transações via Pix fora do perfil do cliente, maquininhas adulteradas e troca de cartões em pagamentos presenciais. Diante disso, a recomendação é revisar limites antes de sair de casa. Também vale priorizar o pagamento por aproximação ou por carteira digital.

A XP, por sua vez, oferece recursos como o Espaço Seguro. A ferramenta permite definir locais confiáveis para acessar investimentos. Além disso, possibilita estabelecer limites para transações feitas fora desses endereços. Segundo a própria instituição, esses recursos ampliam o controle mesmo em períodos de maior exposição.

Outro cuidado importante envolve conferir sempre o valor exibido na maquininha. Sempre que possível, evite entregar o cartão a terceiros. Essa prática reduz o risco de clonagem ou substituição.

Golpes no Carnaval e resposta rápida a incidentes

Se houver perda ou roubo do celular ou do cartão, o bloqueio imediato se torna decisivo. O aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal, permite desativar rapidamente o acesso às instituições financeiras e à linha telefônica. Para isso, o cadastro precisa ser feito previamente.

Além disso, instituições financeiras mantêm canais de atendimento 24 horas. Esses serviços orientam clientes em casos de fraude envolvendo Pix ou cartões. Buscar ajuda com rapidez aumenta a chance de mitigar danos e organizar as próximas etapas.

Ao combinar ajustes preventivos, atenção no uso dos meios de pagamento e resposta ágil a incidentes, o consumidor reduz a exposição aos golpes no Carnaval. Em um ambiente de alto volume de transações digitais, a proteção financeira depende menos da sorte e mais de decisões tomadas antes de sair para a folia.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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