Uma nova rodada de demissões na Heineken vai ocorrer nos próximos dois anos e vai atingir entre 5 mil e 6 mil funcionários da segunda maior cervejaria do mundo. Conforme anunciado pela própria empresa nesta quarta-feira (11/02), a nova rodada de cortes representa quase 7% da força de trabalho global da companhia, hoje composta por 87 mil empregados.
A decisão acompanha a revisão das projeções de crescimento do lucro para 2026, agora estimadas entre 2% e 6%, abaixo do intervalo de 4% a 8% projetado para 2025. Mesmo assim, as ações subiram 4% no dia do anúncio e acumulam alta de cerca de 7% desde o fim de 2025.
A fabricante das marcas Heineken, Tiger e Amstela já havia anunciado demissões no final do ano passado por desaceleração nas vendas de cerveja em diversos mercados. Consumidores lidam com restrições financeiras, enquanto condições climáticas adversas afetaram volumes. Além disso, investidores passaram a cobrar maior eficiência operacional. A companhia também atravessa uma transição de liderança após a saída do CEO Dolf van den Brink, 12 de janeiro, o que amplia a pressão por resultados consistentes e controle de despesas.
Demissões na Heineken fazem parte de plano de produtividade
O diretor financeiro Harold van den Broek afirmou que o programa de produtividade busca fortalecer operações e liberar recursos para reinvestimento. Além disso, parte das demissões ocorrerá na Europa e em mercados considerados não prioritários, com menor perspectiva de expansão para Heineken. Outra parcela deriva de ajustes na cadeia de fornecimento, na estrutura da sede e nas unidades regionais.
Principais números do anúncio de demissões na Heineken
- Corte previsto: 5.000 a 6.000 vagas
- Força global: 87.000 funcionários
- Alta das ações no dia: +4%
- Alta acumulada desde o fim de 2025: cerca de +7%
- Crescimento do lucro projetado para 2026: 2% a 6%
- Projeção para 2025: 4% a 8%
- Lucro operacional orgânico em 2025: +4,4% (acima dos 4% esperados)
O ajuste ocorre em um ambiente mais amplo de reorganização no setor de bebidas alcoólicas. A Carlsberg também anunciou cortes, enquanto outras companhias reduziram custos, venderam ativos e diminuíram produção após anos de vendas fracas. Nesse contexto, as demissões na Heineken sinalizam um redesenho estratégico para preservar margens e sustentar competitividade em um ciclo global mais desafiador.





