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IPO do Agibank: banco capta US$ 240 milhões em Nova York

O IPO do Agibank captou US$ 240 milhões na NYSE nesta quarta-feira (11/02) um dia após redução da oferta. A estreia ocorre em meio à cautela com fintechs brasileiras no exterior e servirá como termômetro para novas listagens. Continue lendo e saiba mais.
Fachada de agência do Agibank no Brasil durante período do IPO do Agibank na NYSE
Banco digital estreou na Bolsa de Nova York após captar US$ 240 milhões em sua oferta pública inicial. (Foto: Divulgação/Agibank)

O IPO do Agibank levantou US$ 240 milhões nesta quarta-feira (11/02), após a fintech brasileira precificar 20 milhões de ações a US$ 12 cada na Bolsa de Nova York. A operação foi concluída no piso da faixa indicativa revisada, após redução no tamanho da oferta. A fintech, inclusive, espera operar sobre o ticket AGBK.

Com a listagem, a instituição passou a ser avaliada em US$ 1,92 bilhão, segundo o prospecto. A estreia do IPO do Agibank ocorre semanas depois da abertura de capital do PicPay nos Estados Unidos, cujas ações acumulam queda próxima de 20% desde o preço de oferta.

Estrutura do IPO do Agibank

A captação atual ocorre um dia após a oferta pública inicial passar por ajustes tanto no volume quanto no preço por ação; como ocorreu nessa terça-feira (10/02). No caso do IPO do Agibank, a faixa indicativa anteriormente comunicada ao mercado variava entre US$ 12 e US$ 13.

No formato final da operação ficou definido:

  • 20 milhões de ações distribuídas a investidores
  • Preço fixado em US$ 12 por papel
  • Captação total de US$ 240 milhões
  • Avaliação de mercado de US$ 1,92 bilhão
  • Negociação sob o ticker AGBK na NYSE

As financeiras Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup atuaram como coordenadores globais. A redução foi anunciada na véspera da precificação, redefinindo o porte do IPO do Agibank diante das condições do mercado.

Banco digital amplia presença internacional

O banco digital já havia tentado abrir capital no Brasil em 2018, mas suspendeu os planos durante um período de volatilidade política. Posteriormente, estruturou a listagem nos Estados Unidos, estratégia que culminou agora no IPO do Agibank em Nova York.

Fundado em 1999 por Marciano Testa, inicialmente como Agiplan, o grupo direcionou sua atuação a públicos subatendidos, com foco em crédito consignado, serviços financeiros digitais e inclusão bancária. Ao longo dos anos, migrou para um modelo de banco digital com estrutura física enxuta.

Para o exercício encerrado em 31 de dezembro, o Agibank projeta receita entre R$ 10,55 bilhões e R$ 10,7 bilhões, ante R$ 7,28 bilhões no ano anterior. A estimativa consta no prospecto que fundamentou o IPO do Agibank e reflete expansão da base de clientes e da carteira de crédito.

IPO do Agibank em cenário de reabertura

O IPO do Agibank ocorre em um ambiente de retomada das listagens de empresas brasileiras no exterior, após um período prolongado de baixa atividade. Ainda assim, o desempenho recente de ações do setor adiciona cautela à leitura do mercado internacional.

O IPO do Agibank recoloca uma fintech brasileira na Bolsa de Nova York em um momento de teste para o apetite global por empresas de tecnologia financeira da América Latina. A performance das ações nas próximas sessões servirá como termômetro para novas operações. Se houver estabilidade, outras companhias podem acelerar planos semelhantes; caso contrário, o próprio Agibank poderá influenciar o ritmo das próximas listagens brasileiras no exterior.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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