Consignado privado impulsiona nova fase de crescimento do Banco Pine em 2026

O consignado privado do Banco Pine alcançou R$ 4,1 bilhões e já representa 20% da carteira. Estratégia amplia mercado e sustenta lucro recorde em 2025. Continue lendo e saiba mais.
foto do escritório do banco Pine, ilustrando consignado privado do Banco Pine em estratégia de expansão
Pine aposta na ampliação do crédito consignado privado como vetor de crescimento em 2026. (Foto: Divulgação/Banco Pine)

O crédito consignado privado do Banco Pine encerrou 2025 com saldo de R$ 4,1 bilhões e já responde por cerca de 20% da carteira de crédito da instituição. A estratégia, apresentada após o balanço do quarto trimestre, na segunda-feira (09/01), indica que o produto será o principal vetor de expansão em 2026. Fator que, foi, inclusive, confirmado por executivos do banco em entrevista à EXAME realizada essa semana.

Lançado em abril de 2025, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado ampliou o alcance da instituição para além do funcionalismo público e aposentados do INSS. Além disso, passou a incluir empregados domésticos, trabalhadores rurais com carteira assinada e microempreendedores individuais (MEIs).

O peso do consignado privado do Banco Pine na carteira

A expansão do consignado privado do Banco Pine foi determinante para a carteira total de crédito atingir R$ 17,7 bilhões ao fim de 2025, crescimento de 24% no ano. No quarto trimestre, inclusive, o avanço foi de 3,9%.

Segundo Noberto Pinheiro Jr., membro do Comitê Executivo, o banco partiu do zero e alcançou R$ 4,1 bilhões em poucos meses. Ele atribui o desempenho à entrada antecipada no segmento e ao uso intensivo de dados, que hoje abrangem cerca de 1,5 milhão de CPFs. “Esse segmento vai continuar ganhando participação”, afirmou à EXAME.

Crédito consignado privado amplia mercado endereçável

O também membro do Comitê Executivo do Pine, Clive Botelho, afirmou que a nova frente ampliou o público potencial da instituição. Segundo ele, o banco passou a atuar diretamente sobre um universo de 48 milhões de trabalhadores com carteira assinada, além de 40 milhões de beneficiários do INSS e 13 milhões de servidores públicos.

Internamente, a estratégia integra a chamada “rota do yield”, conceito que orienta a alocação de capital para produtos com maior rentabilidade e capacidade de cross-sell. De acordo com Pinheiro Jr., não se trata apenas de taxa de juros, mas de melhorar o mix de portfólio e fortalecer relacionamento.

Consignado privado do Banco Pine e rentabilidade

O efeito da diversificação apareceu no resultado. O lucro líquido total no quarto trimestre somou R$ 183,5 milhões, alta de 77,1% frente ao trimestre anterior e de 173,5% na comparação anual. Além disso, no acumulado de 2025, o lucro alcançou R$ 443,6 milhões.

Na linha recorrente, o banco registrou R$ 119,5 milhões no trimestre, com ROAE anualizado de 29,3%. A carteira de varejo colateralizado chegou a R$ 10,6 bilhões, crescimento de 27,2%. Apoiada inclusive, em cartão consignado, cartão benefício e expansão do atacado, que fechou o ano em R$ 7,1 bilhões.

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Estratégia de crédito com foco em rentabilidade

O consignado privado do Banco Pine consolidou uma inflexão estrutural no perfil do banco ao combinar escala, base de dados ampla e retorno ajustado ao risco. A instituição ainda avalia alternativas para ampliar a liquidez das ações, incluindo eventual follow-on, que, segundo Pinheiro Jr., seria pequeno e pouco dilutivo.

Em um mercado ainda pouco penetrado, conforme avaliação da XP Investimentos em relatório recente, o desempenho do consignado privado do Banco Pine reforça a aposta na execução operacional como diferencial competitivo para 2026.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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