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Aeroporto do Galeão registra recorde de passageiros em 2025 e intensifica disputa pela concessão

Recorde de passageiros Galeão atinge 17,5 milhões em 2025, alta de 23,5%, e reforça atratividade do ativo antes do leilão de março. Nova modelagem elimina Infraero e prevê contribuição de 20% do faturamento até 2039.
Recorde de passageiros Galeão em 2025 impulsiona novo leilão
Terminal carioca registra maior fluxo anual da série histórica e vai a leilão em março. (Foto: reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou um recorde de passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Rio Galeão, em 2025. Na estimativa, divulgada este mês, o recorde de passageiros do Galeão somou 17,5 milhões de viajantes em 2025. O volume representa alta de 23,5% sobre 2024 e recoloca o terminal carioca no radar dos investidores antes do leilão previsto para 30 de março, na B3.

Além disso, o resultado supera a máxima anterior de 16,9 milhões, registrada em 2014. Com os números, o aeroporto internacional do Rio tornou-se o terceiro maior do país em fluxo, atrás apenas dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo.

Recorde de passageiros Galeão e novo cenário competitivo

O desempenho ocorre após as restrições impostas ao Santos Dumont desde outubro de 2023. A limitação de voos domésticos redirecionou parte da demanda aérea, fortalecendo a malha internacional e ampliando a conectividade do terminal. Nesse contexto, o recorde de passageiros Galeão reflete uma reorganização estrutural da aviação no Rio.

Como consequência, o Galeão operou com folga frente à sua capacidade instalada de 37 milhões de passageiros anuais. Ainda assim, o patamar atual permanece distante do limite operacional, o que amplia o espaço para expansão de rotas internacionais, cargas e novos acordos comerciais. O recorde de passageiros Galeão também amplia o potencial de geração de receita operacional nos próximos ciclos.

Concessão aeroportuária e reequilíbrio contratual

O recorde de passageiros do Galeão muda a leitura sobre o ativo justamente às vésperas do leilão. O desempenho operacional fortalece a tese de que o aeroporto voltou a ter escala e previsibilidade de receita. Trata-se, portanto, de elemento um central para investidores que avaliam concessões de longo prazo.

O edital fixa valor mínimo de R$ 932 milhões, pago à vista, além de contribuição anual de 20% do faturamento bruto até 2039. A União negociará 100% da operação, encerrando a participação de 49% da Infraero e alterando a estrutura societária vigente desde 2013.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, há cinco possíveis participantes no leilão: Vinci Airports, Inframerica, Zurich, Aena e a gestora Vinci Compass, que já integra a atual estrutura privada do aeroporto. Para o economista Claudio Frischtak, da Inter.B, o recorde de passageiros Galeão aumenta a atratividade do ativo e reduz a probabilidade de ausência de disputa.

Recorde de passageiros Galeão e o fator regulatório

Apesar do avanço, analistas apontam que parte do desempenho está associada às restrições no Santos Dumont. O terminal central recebeu 6 milhões de passageiros em 2025, bem abaixo dos 11,2 milhões registrados em 2023. A diferença ajuda a explicar o recorde de passageiros Galeão no período.

O debate regulatório voltou à pauta no início de 2026, após o governo revogar decisão que ampliaria a capacidade do Santos Dumont. Esse ambiente influencia a precificação do ativo e o apetite de investidores em infraestrutura aeroportuária, pois altera a projeção de demanda futura.

O recorde de passageiros Galeão consolida a retomada do terminal e fortalece sua posição no ranking nacional. Ainda assim, a sustentação desse desempenho dependerá da estabilidade das regras e da manutenção do fluxo crescente de viajantes.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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