A Natura vende Avon Rússia por R$ 166,3 milhões e encerra uma etapa relevante da reorganização internacional, segundo fato relevante divulgado nesta quinta-feira (19/02). A operação foi especificamente fechada por 2,52 bilhões de rublos (cerca de 26,9 milhões de euros) com recursos recebidos em 17 de fevereiro. (17/02)
Com a transação, a companhia reduz sua presença fora do eixo latino-americano e consolida a estratégia de simplificação societária iniciada após a integração global da Avon.
Natura vende Avon Rússia e enxuga estrutura
A alienação da subsidiária russa ocorre pouco depois de a empresa concluir, em janeiro, a venda da Natura &Co UK Holdings Limited, holding responsável pela Avon International, para a Regent LP. O movimento integra um plano de redução de ativos internacionais.
A estratégia envolve simplificação corporativa, revisão do portfólio internacional e maior disciplina na alocação de capital. Ao concentrar operações, a companhia busca ganho de eficiência operacional e menor complexidade administrativa.
Reorganização internacional e desafios da marca
Antes da venda, o CEO João Paulo Ferreira já reconhecia a pressão da Avon sobre o balanço corporativo. Em agosto de 2025, ele afirmou que a empresa sentia impactos tanto na operação internacional quanto na consolidação da marca no Brasil.
“A marca Avon está sendo reposicionada. Há um trabalho associado à necessidade de repopular todo o funil de inovações dessa marca, cujos resultados são esperados só em 2026”, declarou. Segundo o executivo, a Natura compensaria as dificuldades ao longo deste ano.
Natura vende Avon Rússia e redefine prioridades
Ao concluir a operação, a Natura vende Avon Rússia dentro de um contexto de reorganização estratégica e ajuste geográfico. A saída elimina um ativo que já não figurava entre as prioridades de crescimento.
O foco permanece na América Latina, com ênfase em receita recorrente, fortalecimento do canal de venda direta, melhoria da margem operacional e reconstrução do funil de inovação da Avon na região.
Isoladamente, o valor da operação é modesto frente ao porte do grupo. No entanto, a decisão indica que a Natura vende Avon Rússia como parte de um redesenho estrutural, cujo teste real estará na capacidade de transformar foco regional em geração consistente de caixa até 2026.





