A Embraer e a Adani formalizaram neste sábado (21) a ampliação do acordo que prevê a instalação de uma linha de montagem final do jato E175 na Índia, dentro do programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA). O entendimento consolida a intenção de produzir localmente aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos, segmento apontado como estratégico no mercado indiano.
O novo memorando expande o compromisso firmado em janeiro de 2026. Além disso, inclui a estruturação da cadeia industrial, serviços de pós-venda, treinamento de pilotos e a busca por encomendas que sustentem a operação. Além disso, o projeto integra a política indiana de fortalecimento da indústria aeroespacial doméstica.
Expansão da aviação regional no mercado indiano
Segundo a Adani Defence & Aerospace, a Índia é um dos países com maior crescimento em tráfego de passageiros, com demanda estimada de ao menos 500 aeronaves nos próximos 20 anos. A projeção envolve modelos entre 80 e 146 assentos, faixa na qual o E175 compete globalmente.
Jeet Adani afirmou que a aviação regional é pilar da expansão econômica. Além disso, destacou o programa UDAN, iniciativa voltada à ampliação da conectividade aérea em cidades médias e pequenas. Para ele, a cooperação também fortalece as relações estratégicas entre Índia e Brasil.
O CEO da Adani Defence & Aerospace, Ashish Rajvanshi, defendeu que a iniciativa contribui para uma indústria mais autossuficiente, capaz de gerar empregos qualificados e integrar áreas urbanas e rurais. A avaliação reflete a estratégia do governo indiano de estimular produção local em setores de alta tecnologia.
Embraer Adani e a estratégia industrial do E175
O presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, destacou que o E175 possui histórico consolidado em rotas regionais de alta frequência e apontou a Índia como mercado em expansão. Segundo ele, a assinatura amplia o avanço das tratativas para viabilizar a linha de montagem final no país.
A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro indiano Piyush Goyal na assinatura do documento reforçou o componente diplomático da iniciativa. Contudo, a viabilidade da produção dependerá da obtenção de pedidos firmes e da consolidação da cadeia de suprimentos local.
Ao apostar na cooperação entre Embraer e Adani, as empresas se posicionam em um mercado que combina expansão da demanda doméstica, estímulo governamental e espaço para aeronaves regionais. Se confirmadas as encomendas projetadas, a parceria poderá redefinir a presença industrial brasileira na Ásia.





