A Americanas (AMER3) informou na noite de segunda-feira (23/02) que obteve autorização de credores para avançar na venda de imóveis da Americanas, estimada entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões. Segundo a ata de reunião com debenturistas, os ativos não estavam previstos originalmente no plano de recuperação judicial como desinvestimentos, mas receberam aval formal para negociação.
Inclusive, conforme os termos aprovados, 60% do valor líquido que exceder R$ 200 milhões será destinado à amortização ou ao resgate antecipado das debêntures. Além disso, os credores autorizaram aporte de até R$ 75 milhões em fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), sem que isso configure evento de inadimplemento. Na prática, a medida cria uma via adicional de geração de caixa e direciona parte relevante dos recursos para redução do passivo financeiro.
Venda de imóveis da Americanas no contexto da reestruturação
A operação ocorre enquanto a companhia executa sua recuperação judicial, iniciada em janeiro de 2023 após a revelação de inconsistências contábeis bilionárias. À época, a empresa informou dívidas superiores a R$ 40 bilhões, envolvendo bancos, fornecedores e investidores.
Desde então, o plano aprovado pelos credores previu renegociação de obrigações, alongamento de prazos, capitalização e alienação de determinados ativos. Embora os imóveis agora autorizados não constassem na lista inicial de desinvestimentos, a nova aprovação integra a execução prática da reestruturação financeira.
Dados centrais da operação:
- Valor estimado dos imóveis: R$ 346 milhões a R$ 468 milhões
- Destinação: 60% do líquido que exceder R$ 200 milhões
- Finalidade prioritária: amortização ou resgate de debêntures
- Aporte autorizado em FIDC: até R$ 75 milhões
Nesse cenário, a venda de imóveis da Americanas amplia a flexibilidade financeira da companhia e reforça a estratégia de gestão de ativos dentro do processo judicial. Ao vincular parte dos recursos à dívida, a empresa sinaliza compromisso com credores e disciplina na reorganização de sua estrutura de capital.





