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Fundo para startups recebe aporte de R$ 150 milhões do BNDES

O fundo para startups Canary IV receberá aporte de R$ 150 milhões do BNDES por meio da BNDESPar. A estrutura pode mobilizar cerca de R$ 783 milhões para financiar empresas tecnológicas brasileiras em diferentes fases de crescimento.
fundo para startups Canary IV recebe investimento do BNDES
BNDES aprova aporte de R$ 150 milhões em fundo voltado ao financiamento de startups tecnológicas no Brasil. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O fundo para startups Canary IV recebeu nesta quarta-feira (04/03) a aprovação de um aporte de R$ 150 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento ocorrerá por meio da BNDESPar, braço de participações societárias da instituição, e poderá representar até 25% do capital comprometido da estrutura, estimado em US$ 150 milhões, cerca de R$ 783 milhões.

Com a entrada do banco público, a iniciativa amplia a base de financiamento disponível para empresas de base tecnológica no Brasil. O fundo direciona recursos para companhias em diferentes estágios, desde a formulação do modelo de negócios até rodadas posteriores de captação no mercado de venture capital.

Fundo para startups amplia financiamento para inovação tecnológica

A estratégia do fundo para startups envolve empresas brasileiras de micro, pequeno e médio porte, especialmente aquelas ligadas à economia digital e ao desenvolvimento de tecnologias emergentes. A proposta consiste em apoiar negócios com potencial de expansão e capacidade de gerar soluções voltadas a desafios econômicos e sociais.

Entre os possíveis beneficiários estão empresas vinculadas ao BNDES Garagem, programa que incentiva o surgimento de iniciativas de inovação empresarial. A plataforma reúne projetos voltados a impacto socioambiental, desenvolvimento tecnológico e criação de novas soluções para setores estratégicos da economia.

Além disso, a presença de Instituições Financeiras de Desenvolvimento Internacionais (IFDs) na estrutura do fundo amplia a possibilidade de atrair investidores qualificados — categoria composta por participantes com mais de R$ 1 milhão aplicados no mercado financeiro.

Estrutura do Canary IV atrai investidores institucionais

O Grupo Canary, responsável pela administração do fundo para startups já opera uma carteira relevante no setor. A gestora reúne aproximadamente R$ 2 bilhões em capital sob gestão, com foco em empresas inovadoras e projetos de alto potencial de crescimento.

Nesse contexto, fundos desse tipo funcionam como instrumentos de financiamento para companhias que ainda não têm acesso amplo ao crédito tradicional. Em vez de empréstimos, o modelo envolve participação societária e suporte estratégico para acelerar escala empresarial, desenvolvimento tecnológico e expansão de mercado.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a presença do banco em estruturas desse tipo amplia as possibilidades de financiamento para empreendedores. Startups de tecnologia como a Brex, por exemplo, hoje são ativos cotados em quase R$ 29 bilhões. Mostrando o potencial do brasileiro no segmento.

Fundo para startups e a agenda de capital empreendedor

Nesse contexto, fundos desse tipo funcionam como instrumentos de financiamento para companhias que ainda não têm acesso amplo ao crédito tradicional. Em vez de empréstimos, o modelo envolve participação societária e suporte estratégico para acelerar escala empresarial, desenvolvimento tecnológico e expansão de mercado.

O novo fundo para startups surge do BNDES em um momento de reorganização do mercado brasileiro de capital empreendedor. Que, inclusive, busca novas fontes de financiamento após um período de retração global no setor de venture capital. A presença de capital público em estruturas desse tipo estimula a entrada de investidores privados para empresas tecnológicas no país.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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