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Lucro recorrente do BNDES em 2025 atinge nível histórico e acende alerta estratégico

O lucro do BNDES em 2025 atingiu R$ 15,2 bilhões, com crédito em alta e maior foco na indústria. Estratégia com participações reforça atuação. Saiba mais.
lucro do BNDES em 2025 e expansão do crédito no Brasil
BNDES amplia crédito e registra lucro histórico com avanço da indústria. (Foto: André Telles/BNDES)

O lucro recorrente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2025 alcançou R$ 15,2 bilhões, conforme divulgado nesta terça-feira (17/03), com alta de 15,4% sobre o ano anterior. Tratando-se, portanto, do maior resultado recorrente já registrado pela instituição. O desempenho ocorre em paralelo à expansão do crédito e à recomposição da estrutura financeira do banco.

Além disso, o BNDES aprovou R$ 366 bilhões em financiamentos, avanço de 32%. Ao mesmo tempo, a carteira de ativos atingiu R$ 962 bilhões, enquanto a carteira de crédito chegou a R$ 664 bilhões, maior patamar desde 2016.

Lucro do BNDES em 2025 reflete avanço do crédito

O desempenho acompanha um ciclo mais intenso de concessão. Os desembolsos somaram R$ 169,7 bilhões, com alta de 27%, enquanto as consultas por novos financiamentos atingiram R$ 389,2 bilhões, avanço de 19%.

Nesse cenário, o banco ampliou sua atuação em financiamento de longo prazo, crédito direcionado e investimento produtivo, reforçando sua presença no apoio à atividade econômica. Segundo Alexandre Abreu, diretor financeiro e de mercado de capitais do BNDES, havia preocupação com a queda dos ativos nos anos anteriores. Quadro que começou a se reverter na atual gestão, movimento que ajuda a explicar o desempenho do lucro do BNDES em 2025.

A mudança no perfil do crédito aparece na composição setorial.

A mudança no perfil do crédito aparece na composição setorial, com avanço mais forte da indústria dentro da carteira do banco.

  • Indústria:
    • R$ 71 bilhões em aprovações
    • Crescimento de 35%
  • Micro, pequenas e médias empresas:
    • R$ 224 bilhões em aprovações
    • Alta de 43%

Esse direcionamento reflete iniciativas ligadas à política industrial e à reindustrialização. Segundo o presidente Aloizio Mercadante, o banco também avalia novas ações para apoiar setores afetados por tarifas comerciais, como fertilizantes, siderurgia e alumínio.

Lucro do BNDES em 2025 ganha força com participações

Outro vetor relevante foi a estratégia de manter participações acionárias, que ajudou a sustentar o lucro do BNDES em 2025 em patamar recorde. O banco encerrou o ano com uma carteira maior do que no início da atual gestão, em uma decisão que priorizou captura de valor ao longo do tempo.

  • Carteira acionária:
    • R$ 86,4 bilhões em 2025
    • R$ 62 bilhões no início da gestão
  • Evolução desde janeiro de 2023:
    • Valorização dos ativos: R$ 23,7 bilhões
    • Dividendos recebidos: R$ 25,7 bilhões
    • Vendas de participações: R$ 5,4 bilhões

Esse conjunto gerou R$ 8,3 bilhões em resultado com participações, com destaque para empresas como Petrobras, JBS e Axia Energia, contribuindo diretamente para o lucro líquido de R$ 26,8 bilhões no ano. Segundo Alexandre Abreu, a decisão de manter os ativos ocorreu mesmo diante de pressão para venda com objetivo de repasse ao Tesouro.

Lucro do BNDES em 2025 reposiciona atuação do banco

Ao combinar expansão do crédito com manutenção de ativos, o lucro do BNDES em 2025 passa a refletir uma mudança mais estrutural na atuação da instituição. Além disso, o banco amplia sua presença como agente de alocação de capital, com foco em financiamento empresarial, setor industrial e projetos de longo prazo.

Além disso, a leitura dos números indica uma atuação menos orientada a desinvestimentos e mais voltada à geração de retorno recorrente por meio de dividendos, valorização de ativos e expansão da carteira. Portanto, esse desenho recoloca o BNDES em posição mais ativa na política econômica, influenciando o direcionamento do crédito e o financiamento de setores estratégicos no país.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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