Os resultados da CVC Brasil começaram a ganhar forma na quinta-feira (19), após a companhia reportar prejuízo líquido ajustado de R$ 3,6 milhões no quarto trimestre, uma redução relevante frente ao mesmo período de 2024. Apesar do resultado ainda negativo, a queda de 71,6% indica uma melhora consistente na linha final.
Ao mesmo tempo, o desempenho operacional avançou com força. O Ebitda mais que dobrou na comparação anual, enquanto a margem operacional se expandiu, mostrando avanço na eficiência mesmo em um cenário de receita pressionada no trimestre.
Resultados da CVC Brasil e o avanço operacional
O Ebitda da CVC atingiu R$ 171,5 milhões no quarto trimestre, um crescimento de 107,5% na comparação anual. No critério ajustado, o indicador somou R$ 131,1 milhões, com avanço de 21,2%.
Além disso, a margem Ebitda ajustada chegou a 36,2%, um aumento de 6,7 pontos percentuais. Esse desempenho indica ganho de eficiência operacional, com melhora na gestão de custos e maior alavancagem das operações.
No acumulado do ano, o cenário também se mostrou positivo. O Ebitda totalizou R$ 502,1 milhões em 2025, alta de 47,6%, enquanto o Ebitda ajustado alcançou R$ 458,6 milhões, com expansão de 17,8%.
Receita e monetização pressionam desempenho
Apesar do avanço operacional, a receita líquida da empresa recuou 1,2% no quarto trimestre, somando R$ 362,1 milhões. Esse dado contrasta com o crescimento de volume registrado no período.
O take rate, indicador que mede a conversão das reservas em receita, ficou em 8,5%, com queda de 0,7 ponto percentual na comparação anual. Esse recuo sugere pressão na monetização das vendas, mesmo com maior volume transacionado.
No acumulado de 2025, porém, a receita líquida cresceu 7,6%, alcançando R$ 1,4 bilhão. Ainda assim, o take rate anual recuou para 8,7%, reforçando a tendência de redução na taxa de captura de valor por reserva.
Resultados da CVC: expansão das reservas
O volume operacional da CVC seguiu em trajetória de crescimento. No quarto trimestre, as reservas confirmadas atingiram R$ 4,3 bilhões, com alta de 6,7%, enquanto as reservas consumidas chegaram a R$ 4,235 bilhões, avanço de 7%.
No acumulado do ano, esse desempenho se intensificou. As reservas confirmadas somaram R$ 16,7 bilhões, crescimento de 16,1%, e as consumidas atingiram R$ 16,6 bilhões, alta de 15,4%.
Esse avanço indica aumento da demanda por serviços turísticos e maior volume de transações, sustentando o crescimento operacional da companhia ao longo de 2025.
Diante desse cenário, os resultados da CVC Brasil mostram uma empresa que amplia eficiência e volume, mas ainda enfrenta desafios na conversão dessas vendas em receita, apontando para um equilíbrio delicado entre crescimento e monetização nos próximos ciclos.





