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PRIO coloca primeiro poço de Wahoo em produção e mira 40 mil barris até abril

Produção no campo de Wahoo avança com primeiro poço da PRIO já em 12 mil bpd. Companhia mantém meta de 40 mil até abril, com integração ao FPSO Valente e potencial adicional de gás, reforçando escala e eficiência no pré-sal. Saiba mais.
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Primeiro poço de Wahoo entra em operação conectado ao FPSO Valente na Bacia de Campos (Foto: Divulgação/PRIO)

A produção no campo de Wahoo começou a ganhar escala nesta segunda-feira (23/03), após a PRIO (PRIO3) informar que colocou em operação o primeiro poço produtor, que já atingiu 12 mil barris de óleo por dia.

A PRIO divulgou o dado em fato relevante e, com isso, colocou o projeto na fase inicial de geração de volume. Além disso, a companhia mantém a meta de alcançar 40 mil barris por dia até o fim de abril, conforme avança na abertura dos demais poços.

Produção no campo de Wahoo e avanço operacional

O desenvolvimento do ativo, localizado na Bacia de Campos, em águas profundas no litoral sul do Espírito Santo, próximo à divisa com o estado do Rio de Janeiro, foi estruturado para acelerar a entrega. A PRIO conectou o campo por meio de um tieback submarino de cerca de 35 km ao FPSO Valente, permitindo o uso de infraestrutura offshore já instalada.

Além disso, os poços estão integrados ao sistema do campo de Frade, também operado pela companhia na Bacia de Campos. Esse modelo reduz custos e encurta o tempo entre investimento e início da produção de petróleo.

A licença ambiental concedida pelo Ibama, em setembro do ano passado, viabilizou a interligação dos sistemas. Desde então, a empresa executa o cronograma técnico previsto para entrada gradual dos poços.

Escala de produção e leitura do mercado

A evolução inicial da produção no campo de Wahoo reforça projeções de analistas. O BTG Pactual estima que o ativo pode atingir cerca de 40 mil barris por dia, em linha com a meta da companhia.

No mesmo relatório, o banco destacou:

  • Potencial de produção de gás de aproximadamente 1 milhão de m³ por dia, com possibilidade de monetização parcial;
  • Estimativa baseada em avaliação da Anadarko, indicando capacidade acima de 15 mil barris por dia por poço.

Segundo os analistas, a PRIO tende a adotar um ramp-up controlado, ajustando o fluxo para preservar a pressão do reservatório. E, além disso, ampliar a recuperação total ao longo do tempo.

A administração também destacou fatores técnicos como a espessura produtiva e a qualidade do ativo, que influenciam diretamente a eficiência da operação.

Produção no campo de Wahoo e estratégia da PRIO

A produção no campo de Wahoo integra a estratégia da PRIO de expandir sua base com ativos conectados a estruturas existentes. Reduzindo, assim, a necessidade de novos investimentos intensivos.

Com maior presença no pré-sal da Bacia de Campos, a companhia, uma das maiores empresas independentes de óleo e gás no Brasil, amplia a exposição a áreas de maior produtividade dentro do setor. É claro, com impacto direto na geração de caixa.

Além disso, o potencial de monetização de gás abre uma frente adicional de receita, em linha com a valorização de ativos com diversificação energética no mercado offshore.

No atual cenário, a produção no campo de Wahoo passa a ser acompanhada como um indicador direto da execução operacional da PRIO, em um ambiente em que escala, disciplina técnica e qualidade dos ativos definem a competitividade no setor.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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