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Privatização da Copasa avança com contrato estratégico em Belo Horizonte

A privatização da Copasa avança com contrato em Belo Horizonte até 2073, reduzindo riscos regulatórios e fortalecendo a base de ativos. Analistas apontam maior segurança para investidores e potencial revisão na avaliação da empresa.
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Contrato em BH redefine base da privatização da Copasa (Foto: Divulgação/Copasa)

O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) avançou nesta quinta-feira (26/03) após a companhia firmar contrato com Belo Horizonte, garantindo, assim, a operação dos serviços de saneamento até 2073, condicionada à desestatização.

O acordo redefine a base contratual da empresa e responde a uma das principais incertezas apontadas por investidores. Ao assegurar a continuidade da concessão na capital mineira, a companhia fortalece sua posição em um ativo considerado central para sua operação.

Privatização da Copasa ganha base mais sólida com contrato em BH

A leitura de mercado aponta que o novo contrato reduz um dos principais entraves para a privatização da Copasa. Analistas do setor avaliam que a formalização elimina o maior risco contratual ainda presente na tese de investimento.

Na avaliação de especialistas, inclusive, a concessão de Belo Horizonte sustenta a estrutura operacional da companhia. Sem esse ativo, a empresa dependeria de uma base mais restrita e com menor previsibilidade, o que poderia limitar o interesse de investidores.

Além disso, relatórios de mercado indicam que a assinatura reforça a segurança dos ativos regulados. Esse fator tende a influenciar a percepção de risco e, por consequência, o valor atribuído à companhia no eventual processo de venda, cuja intenção foi anunciada desde o primeiro trimestre de 2025.

Estrutura regulatória e base de ativos ganham novo desenho

O contrato incorpora regras que passam a orientar o modelo regulatório ao longo das próximas décadas, em um ponto que reforça a base da privatização da Copasa. Entre os pontos definidos está o uso do custo médio ponderado de capital (WACC) em base pré-impostos, aplicado na remuneração da base de ativos regulatória (BAR).

Outro elemento relevante é a adoção do método Rolling Forward, que prevê atualização anual da base de ativos. Com isso, a tarifa passa a refletir ajustes contínuos, preservando o valor regulatório da companhia ao longo do tempo.

O acordo também prevê a transferência de R$ 1,3 bilhão ao município entre 2026 e 2028. Esse valor será incorporado à base regulatória, com efeito direto na formação tarifária e na lógica de remuneração do serviço.

Privatização da Copasa e eficiência operacional no longo prazo

O modelo inclui ainda o compartilhamento gradual de ganhos de eficiência com os consumidores, variando entre 25% e 90% ao longo dos anos. A medida reforça o equilíbrio entre retorno ao investidor e modicidade tarifária.

Paralelamente, Belo Horizonte assumiu o compromisso de aderir à Unidade Regional de Abastecimento (URAED 1), ampliando a integração regional dos serviços de saneamento. Essa estrutura tende a reorganizar a prestação dos serviços no estado.

No conjunto, o avanço da privatização da Copasa passa a ser analisado sob uma nova base contratual, com maior previsibilidade regulatória e horizonte de longo prazo definido. Em um ambiente de busca por ativos estáveis, a consolidação desse contrato reposiciona a companhia no radar de investidores. E, além disso, redefine o potencial de sua avaliação.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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