O prejuízo da Braskem atingiu R$ 10,824 bilhões no quarto trimestre de 2025, conforme divulgado nesta sexta-feira (27), ampliando em 82% a perda registrada no mesmo período do ano anterior. O resultado ocorre mesmo com melhora operacional em indicadores específicos.
A companhia reportou queda de receita e ajustes na estrutura de custos, ao mesmo tempo em que o desempenho operacional apresentou leve avanço. Esse contraste entre indicadores evidencia uma dinâmica financeira da Braskem mais complexa no período.
Prejuízo da Braskem e a queda na receita
A receita líquida de vendas somou R$ 16,101 bilhões no quarto trimestre, recuo de 16% frente aos R$ 19,152 bilhões registrados um ano antes. Esse desempenho reflete um ambiente mais pressionado para a companhia no setor petroquímico, com impacto direto sobre o faturamento.
Além disso, os custos dos produtos vendidos caíram 8%, passando de R$ 18 bilhões para R$ 16,653 bilhões. Ainda assim, a redução não foi suficiente para compensar a retração da receita, mantendo a pressão sobre a geração de resultado líquido.
Rentabilidade operacional da petroquímica
Apesar do avanço do prejuízo, o Ebitda recorrente da Braskem alcançou R$ 589 milhões no trimestre, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024. O indicador reflete a capacidade operacional da empresa antes de efeitos financeiros e contábeis.
Esse desempenho sugere algum ganho em eficiência operacional, ainda que limitado frente ao cenário mais amplo. No acumulado do ano, porém, o Ebitda recorrente caiu para R$ 3,156 bilhões, uma retração de 455%, indicando deterioração na margem operacional.
Prejuízo da Braskem no acumulado de 2025
No consolidado de 2025, o prejuízo da Braskem somou R$ 9,879 bilhões, uma redução de 13% em relação ao ano anterior. A receita líquida anual atingiu R$ 70,717 bilhões, com queda de 9% no comparativo anual.
Esse conjunto de dados aponta para um cenário de ajustes ao longo do ano, com melhora relativa no resultado final, mas ainda marcado por retração de receita e forte pressão sobre indicadores de rentabilidade.
Ao analisar os números, o prejuízo da Braskem revela uma empresa que busca equilíbrio entre eficiência operacional e desafios estruturais do setor, em um ambiente de custos industriais, demanda global e preços de insumos ainda instáveis. A trajetória futura dependerá da capacidade de recompor margens e sustentar geração de caixa diante desse contexto.





