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99 desiste da opção de oferecer serviços de mototáxi em SP e frustra nova opção de renda

A 99 decidiu não operar mototáxi em São Paulo mesmo após liberação do STF. A medida mantém incertezas sobre o serviço e adia uma possível nova fonte de renda e alternativa de transporte.
Capacete amarelo com logotipo 99Moto apoiado em motocicleta, representando serviço de mototáxi em São Paulo da 99
99 decide não operar mototáxi em São Paulo mesmo após liberação do STF (Foto: Divulgação/99)

A empresa de transporte urbano 99 decidiu por operar serviços de mototáxi em São Paulo. A decisão, anunciada na última quarta-feira (01/04), mantém o serviço fora da principal cidade do país mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar esse tipo de atividade.

A desistência ocorre em meio a uma disputa que se arrasta desde 2023 entre empresas de aplicativo e a Prefeitura de São Paulo, liderada por Ricardo Nunes (MDB). Apesar do avanço jurídico favorável às plataformas, o serviço ainda depende de regulamentação local e enfrenta resistência baseada em segurança viária.

Recuo no serviço de mototáxi em São Paulo ocorre mesmo após mudança no cenário jurídico

O mototáxi ganhou respaldo recente após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu que municípios não podem proibir o serviço. Na sequência, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Prefeitura regulamentasse a atividade.

A decisão reverte um cenário ainda visto em 2025, onde a justiça de São Paulo havia negado o pedido do 99 para operar na capital. Mesmo com esse avanço, porém, a 99 optou por não iniciar a operação na cidade.

A escolha mostra que a autorização jurídica não garante, por si só, a entrada imediata das empresas, já que a implementação depende de condições operacionais e regulatórias ainda em aberto.

Decisão mantém serviço sem avanço imediato na capital

Com a saída da 99 desse segmento, o serviço de mototáxi em São Paulo não ganha tração no curto prazo por meio de uma das principais plataformas do país. Porém, isso não impede a existência ou futura implementação do serviço.

Hoje, o modelo já opera em larga escala fora de São Paulo. A 99 mantém o serviço de mototáxi em diversas capitais e regiões metropolitanas, como Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília. Além de cidades do interior e periferias urbanas.

Na prática, isso mostra que o entrave não está no modelo em si, que já funciona em diferentes contextos urbanos, mas nas condições específicas da capital paulista. Onde, inclusive, a implementação segue indefinida e sem adoção ampla no momento.

Prefeitura trava avanço do mototáxi em SP por custo dos acidentes

A Prefeitura de São Paulo resiste ao mototáxi com base no impacto dos acidentes com motociclistas. A gestão afirma que a rede pública já atende um volume elevado de ocorrências desse tipo e que a ampliação do serviço pode pressionar ainda mais o sistema de saúde.

Esse argumento sustenta o impasse: mesmo com autorização do STF, a Prefeitura tenta frear a implementação com foco no custo e no risco associados ao aumento de motos em circulação. Além, é claro de problemas regulatórios com outras entidades do setor de transporte por táxi.

Empresa muda foco e propõe parcerias

Ao descartar o mototáxi na cidade, a 99 indicou que pretende concentrar esforços em outras frentes, especialmente no serviço de entregas.

A empresa apresentou à Prefeitura propostas que incluem:

  • Criação de pontos de apoio para motociclistas;
  • Oferta de cursos de segurança no trânsito;
  • Sistemas de avaliação com base em condução;
  • Compartilhamento de dados para fiscalização.

As medidas reforçam uma estratégia voltada à operação já existente, em vez da entrada em um novo modelo ainda em disputa regulatória.

Mototáxi segue em aberto em São Paulo

A decisão da 99 não encerra o debate sobre o mototáxi na em São Paulo, mas evidencia que o serviço ainda depende de definições práticas para avançar. Mesmo com respaldo do STF, a implementação exige regulamentação local, enfrenta resistência política e, sobretudo, ainda não foi adotada em larga escala.

O resultado, portanto, é um cenário em que o mototáxi permanece autorizado do ponto de vista jurídico, mas sem consolidação no funcionamento cotidiano da capital.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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