A venda da Agropalma foi anunciada no início de março, com a aquisição de 100% das operações da empresa no Pará pelo grupo colombiano Daabon, em parceria com investidores brasileiros. A companhia brasileira atua na produção de óleo de palma e derivados, usados nas indústrias de alimentos, cosméticos e biocombustíveis.
O acordo envolve ativos agrícolas e industriais estratégicos, incluindo áreas plantadas, unidades de extração e uma refinaria em Belém. Apesar da relevância da operação, o valor da transação não foi divulgado. A conclusão ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições precedentes.
Venda da Agropalma e ativos integrados no Pará
A estrutura da Agropalma combina cultivo, processamento e refino em uma única operação, modelo que garante maior controle sobre a cadeia produtiva e eficiência logística. Esse formato integrado reforça sua atuação no agronegócio brasileiro, especialmente no segmento de óleo vegetal.
Além disso, a empresa atende tanto o mercado interno quanto exportações, com fornecimento de insumos para diferentes setores industriais. Segundo as companhias, a Agropalma está entre as principais produtoras de óleo de palma do país, com base consolidada no Pará. A venda da Agropalma, inclusive, já se encontrava nos plano da empresa desde antes de 2024, com a escolha de um novo CEO, que trabalhou para melhorar a eficiência da empresa e preparar terreno para operação de venda.
Aquisição amplia presença regional da compradora
A Daabon, grupo colombiano com atuação em quatro continentes, já possui presença na cadeia de valor do óleo de palma na América Latina, conforme informado em nota oficial. Com a operação, a empresa amplia sua presença no Brasil ao assumir uma plataforma produtiva completa.
De acordo com o comunicado, a estratégia inclui investimentos operacionais, ampliação da produção e fortalecimento da cadeia de suprimentos. A companhia também indicou que pretende desenvolver parcerias locais e ampliar sua atuação na região.
Venda da Agropalma e próximos passos da operação
Após a conclusão da venda da Agropalma, a expectativa é de avanço na expansão das atividades no Pará. As empresas afirmaram que o plano inclui geração de empregos e maior integração com comunidades locais.
Esse direcionamento ocorre em um cenário de aumento da demanda por biocombustíveis, insumos industriais e produtos ligados à transição energética. Nesse contexto, operações integradas ganham relevância ao reduzir custos e ampliar competitividade internacional.
Portanto, a venda da Agropalma reforça a entrada de capital estrangeiro no setor e indica uma reorganização na cadeia de óleo de palma no Brasil. Com foco em escala produtiva, eficiência operacional e maior inserção em mercados globais.





