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Heineken lidera preferência dos brasileiros para a Copa do mundo de 2026

A Heineken lidera a preferência dos brasileiros para a Copa de 2026 e aumenta a disputa entre cervejarias no mercado nacional.
Imagem de cervejas para ilustrar uma matéria jornalística sobre a preferência da Heineken na Copa do Mundo por brasileiros.
Heineken lidera consumo de cerveja para Copa do Mundo de 2026 no Brasil(Imagem: Stella de Smit/Unsplash)

A presença da Heineken na Copa do Mundo de 2026 virou um dos principais sinais da disputa no mercado brasileiro de cerveja. Um levantamento do Citi mostra que a marca holandesa abriu vantagem relevante na preferência dos consumidores e ampliou a pressão sobre concorrentes tradicionais antes do Mundial.

O avanço acontece em um dos maiores mercados cervejeiros do planeta. O Brasil concentra alto consumo da bebida e grandes eventos esportivos historicamente aceleram vendas, elevam o fluxo em bares e aumentam receitas de restaurantes e supermercados.

A Copa de 2026 passou a ser tratada pelas fabricantes como uma oportunidade estratégica de faturamento. O torneio deve impulsionar o consumo doméstico em um momento de competição mais intensa entre marcas premium e cervejas populares.

Heineken lidera como a cerveja preferida dos brasileiros para a Copa do Mundo

A Heineken aparece isolada como a marca mais lembrada pelos brasileiros para consumo durante o Mundial. Segundo o levantamento do Citi, a cerveja concentra 40% das menções entre os consumidores.

A Amstel, também controlada pelo grupo holandês, ocupa a segunda colocação, com 14%. O resultado amplia a vantagem da Heineken sobre marcas historicamente dominantes no mercado brasileiro.

Na sequência aparecem:

  • Brahma: 10%
  • Corona: 9%
  • Skol: 7%

O ranking mostra uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro. Marcas ligadas a experiências premium e eventos globais ganharam espaço nos últimos anos, principalmente entre consumidores urbanos e públicos de maior renda.

A liderança da Heineken também reforça a transformação do setor cervejeiro no Brasil. A companhia ampliou participação no segmento premium e passou a disputar espaço diretamente com cervejas tradicionais de massa.

Consumo de cerveja deve crescer durante a Copa de 2026

O levantamento aponta que os brasileiros pretendem aumentar o consumo de cerveja acima da média global durante o torneio. Segundo a pesquisa, 73% afirmaram que devem consumir cerveja ao longo da Copa do Mundo.

O percentual supera a média mundial de 64% e coloca o Brasil entre os mercados mais relevantes para a indústria de bebidas durante a competição.

Os dados mais fortes aparecem na intensidade do consumo:

  • 26% disseram que vão beber “significativamente mais”
  • 32% afirmaram que pretendem aumentar o consumo
  • 58% afirmaram que vão consumir bebidas alcoólicas na Copa

Os números ajudam a explicar por que grandes cervejarias anteciparam campanhas publicitárias, acordos comerciais e ações promocionais voltadas ao torneio.

Jogos da Seleção Brasileira costumam elevar rapidamente o movimento em bares, restaurantes, supermercados e aplicativos de entrega. O futebol segue como um dos maiores motores de consumo do setor de bebidas no país.

Copa pode elevar faturamento de bares e restaurantes

O estudo do Citi também revelou o potencial econômico da competição para o setor de alimentação fora do lar. Os consumidores brasileiros afirmaram que pretendem gastar, em média, US$ 121 por semana com alimentação e bebidas durante a Copa.

O dado elevou as expectativas de bares e restaurantes para 2026, principalmente em cidades com maior concentração de eventos esportivos e público consumidor.

Durante grandes torneios, o setor costuma registrar:

  • aumento no fluxo de clientes;
  • crescimento do ticket médio;
  • maior permanência nos estabelecimentos;
  • avanço nas vendas de cerveja.

O levantamento ainda apontou um risco relevante para o mercado. Uma eventual eliminação precoce da Seleção Brasileira pode reduzir rapidamente o ritmo de consumo durante o Mundial.

Segundo a pesquisa, o impacto negativo potencial pode chegar a cerca de R$ 670 por cliente por semana para estabelecimentos dependentes do movimento gerado pelos jogos.

A força da Heineken na Copa do Mundo de 2026 mostra que o torneio deve se transformar em uma das disputas comerciais mais relevantes do ano para a indústria cervejeira no Brasil, especialmente no segmento premium, que concentra hoje as maiores margens de lucro do setor.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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