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Copa do Mundo 2026 pode movimentar bilhões no Brasil sem sediar jogos

A Copa do Mundo de 2026 deve adicionar até US$ 71 bilhões ao PIB global. Mesmo sem sediar partidas, o Brasil pode capturar parte dessa movimentação por meio de publicidade, turismo, telecomunicações, streaming e varejo esportivo.
Imagem de um jogador com uma bola para ilustrar uma matéria jornalística da Copa do Mundo de 2026.
Copa de 2026 pode movimentar bilhões no Brasil sem sediar jogos. (Imagem: Emilio Garcia/Unsplash)

Mesmo sem sediar uma única partida, o Brasil pode capturar parte dos bilhões de dólares que serão movimentados pela Copa do Mundo de 2026. A expansão do torneio para 48 seleções e 104 partidas amplia o alcance econômico do evento e cria oportunidades para empresas ligadas ao consumo, mídia, turismo e tecnologia.

A FIFA estima que a competição possa adicionar até US$ 71 bilhões ao PIB global e gerar cerca de 824 mil empregos em diversos países. Embora Estados Unidos, México e Canadá concentrem os jogos, os efeitos econômicos tendem a alcançar mercados consumidores espalhados pelo mundo.

O impacto ultrapassa os estádios. Publicidade, streaming, telecomunicações, bares, restaurantes e varejo esportivo estão entre os setores que podem registrar aumento de demanda durante o torneio.

A dimensão econômica ajuda a explicar por que a Copa é vista cada vez mais como uma plataforma global de negócios, capaz de distribuir receitas muito além das cidades-sede.

Impacto econômico da Copa do Mundo 2026 cria oportunidades para empresas brasileiras

O histórico dos Mundiais mostra que os benefícios financeiros não ficam restritos aos organizadores. Um estudo do Bank of America aponta que as Copas do Mundo costumam acrescentar cerca de 0,4 ponto percentual ao PIB dos países-sede após o torneio.

Na edição de 2026, o alcance pode ser ainda maior. O aumento do número de seleções eleva a audiência global, amplia a exposição de patrocinadores e estimula o consumo de produtos e serviços relacionados ao futebol.

Entre os setores brasileiros que podem capturar parte desse movimento estão:

  • Bares e restaurantes, impulsionados pelas transmissões dos jogos;
  • Varejo esportivo, com aumento na venda de camisas e produtos licenciados;
  • Empresas de mídia, beneficiadas pelo crescimento da audiência;
  • Streaming e telecomunicações, com maior demanda por transmissão digital;
  • Agências de turismo, que podem aproveitar o fluxo de brasileiros rumo aos países-sede.

Cada uma dessas atividades movimenta receitas que permanecem na economia local, mesmo sem a realização de partidas em território brasileiro.

Por que a Copa pode transferir parte dos bilhões do torneio para o Brasil

O diferencial econômico da Copa de 2026 está na escala. Serão 104 partidas, contra 64 nas edições anteriores, ampliando o período de consumo ligado ao evento.

Com mais jogos, cresce a demanda por publicidade, campanhas promocionais, experiências digitais e ações de marketing. Empresas multinacionais que patrocinam o torneio costumam direcionar investimentos para mercados estratégicos, incluindo o Brasil, um dos maiores públicos de futebol do planeta.

Além disso, o avanço do consumo digital aumenta a relevância de empresas que fornecem infraestrutura de internet, distribuição de conteúdo e plataformas de transmissão.

O resultado é uma cadeia econômica que distribui receitas entre diversos países sem exigir investimentos bilionários em estádios ou obras públicas.

Nem todos os efeitos econômicos da Copa de 2026 serão positivos

Apesar do potencial de ganhos, a movimentação financeira também apresenta limitações. Parte do dinheiro gasto por turistas brasileiros durante o torneio ficará concentrada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Além disso, os maiores beneficiários continuam sendo a FIFA, patrocinadores globais, emissoras de transmissão e empresas diretamente ligadas à organização do evento.

Nos Estados Unidos, a entidade projeta um impacto de US$ 17,2 bilhões na economia e a criação de 182 mil empregos, números que ajudam a explicar por que a maior parcela dos ganhos permanece nos países-sede.

Esse contraste mostra que a Copa funciona como um grande multiplicador econômico, mas a distribuição dos benefícios ocorre de forma desigual entre os participantes da cadeia global do futebol.

Ainda assim, o impacto econômico da Copa do Mundo de 2026 tende a alcançar o Brasil de maneira relevante. O país não receberá jogos, mas deve participar da movimentação financeira por meio do consumo, da publicidade e dos serviços ligados ao maior evento esportivo do planeta.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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