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Fecomércio e Corecon divulgam pesquisa com expectativas dos economistas para o primeiro bimestre do ano

Segundo o levantamento, os índices refletem os desafios macroeconômicos do País. (Foto: Liza Summer/Pexels)

A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) do primeiro bimestre de 2022 (Jan/Fev), revela, na sua 47ª edição, que o número de variáveis analisadas com pessimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, seis. Os índices de percepção geral (71,4 pontos), percepção presente (63,1 pontos) e percepção futura (79,7 pontos) apresentaram pequena redução no pessimismo. A pesquisa é realizada em parceria entre a Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce).

O número de variáveis percebidas com pessimismo foram: oferta de crédito (93,7 pontos); taxa de inflação (61,1 pontos); taxa de câmbio (46,8 pontos); salários reais (37,3 pontos); gastos públicos (33,3 pontos) e taxa de juros (27,8 pontos). Segundo o levantamento, os índices refletem os desafios macroeconômicos do País.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. A quantidade de variáveis analisadas com otimismo também  foi a mesma da pesquisa anterior, apenas três: nível de emprego (117,5 pontos), cenário internacional (114,3 pontos) e evolução do PIB (111,1 pontos).

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Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 69,9 pontos para 71,4 pontos, uma redução de 2,2% no pessimismo em relação à pesquisa anterior.

Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa revela também uma pequena redução no pessimismo com a pontuação passando de 79,0 pontos para 79,7 pontos. Além disso, a percepção sobre o desempenho presente apresentou redução de 3,9% no pessimismo, atingindo 63,1 pontos.

Cabe destacar ainda que as expectativas movem os agentes econômicos impactando positivamente ou negativamente o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período janeiro-fevereiro as expectativas de 99 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

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