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UFC produz cimento e concreto sustentável utilizando resíduos de termelétrica e siderúrgica do Porto do Pecém

Alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – Estruturas e Construção Civil (PEC) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais (PPGEM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) produziram, no Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC), o projeto do primeiro concreto do Ceará 100% sustentável. O composto não possui cimento e nem materiais naturais (areia e brita) na composição.

O iniciou da pesquisa foi com a produção de cimentos álcali-ativados, feitos com resíduos de cinzas da termelétrica do Pecém e da Companhia Siderúrgica do Pecém.

Vantagens

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De acordo com o coordenador do Laboratório, Prof. Eduardo Cabral, os novos compostos possuem, como grande vantagem, a sustentabilidade. A produção do cimento do tipo portland, encontrado nas lojas de construção, por exemplo, lança grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Já a extração de areia gera impactos ambientais como desmatamento e dragagem do leito de rios, afetando a fauna e a flora. E a produção de britas demanda a detonação de rochas, alterando a paisagem.

Por outro lado, o cimento e o concreto produzidos pelo laboratório são feitos a partir dos restos das atividades da indústria no Pecém. O cimento álcali-ativado foi elaborado com as cinzas oriundas da queima do carvão que alimenta a termelétrica. Já a substituição dos materiais naturais (como areia e brita) usados como agregados no concreto ocorre com a aplicação de resíduo da produção de aço da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). 

Imagem mostra nove blocos em formato de cubos

Concreto sustentável dispensa uso de cimento e materiais naturais, como areia e brita (Foto: Divulgação)

Outra vantagem do concreto sustentável é a reação mais rápida que a mistura comum de concreto. “Você tem ganho de resistências enormes em poucas horas”, ressalta o professor.

Apesar de não haver um cálculo exato de custos do novo composto, o professor estima que inicialmente será um valor mais alto que o do concreto comumente utilizado. “Todo material inicial tem esse tipo de problema (….) Isso se resolve ganhando utilidade, e o preço [com o tempo] cai”, avalia Eduardo Cabral, líder do grupo de pesquisa em Materiais de Construção e Estruturas (GPMATE).

Fonte: Prof. Eduardo Cabral, chefe do Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil da UFC

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