As operadoras de planos de saúde registraram o primeiro prejuízo semestral com perda de R$ 691,6 milhões. Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), o resultado ocorreu devido ao aumento do uso dos planos pelos usuários, alta de custos e maior velocidade de incorporação de novas tecnologias na lista de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que as empresas precisam cobrir.
Após dois anos de pandemia, esse retorno volta à normalidade significou aumento do uso dos serviços. Marcos Novais, superintendente executivo da Abramge, apontou que a sinistralidade (indicador que relaciona despesas médicas com uso do plano e receita com as mensalidades) chegou a 88%, ou seja, as despesas equivalem a 88% da receita.
No primeiro trimestre, houve ganho no setor de R$ 1,05 bilhão. Já no período de abril a junho, a perda foi de R $1,7 bilhão. Novais destaca a alta de preço de insumos, provocada pela pandemia e que ainda não foi normalizada. Além disso, a atualização do rol da ANS era feita antes a cada dois anos.











