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Índice de confiança de serviços inicia 2026 em alta moderada, aponta FGV IBRE

O índice de confiança de serviços iniciou 2026 em alta moderada, impulsionado pelas expectativas futuras, enquanto a avaliação da atividade corrente mostrou ajuste, segundo a FGV IBRE. Continue lendo e saiba mais.
Funcionário de serviços gerais, área que faz parte do índice de confiança de serviços da FGV IBRE em janeiro de 2026
Sondagem de Serviços da FGV IBRE mostra avanço moderado da confiança no início de 2026. (Foto: Reprodução)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) iniciou 2026 em trajetória de alta, ao alcançar 90,9 pontos em janeiro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O resultado, divulgado na quarta-feira (29/01), representou avanço mensal de 0,6 ponto e marcou o nível mais elevado desde maio de 2025.

A leitura indica que o empresariado do setor de serviços começou o ano com percepção mais favorável sobre o futuro dos negócios. Ainda assim, a sondagem revelou que a avaliação sobre a atividade corrente perdeu fôlego, sinalizando um ambiente de transição no início de 2026.

Índice de confiança de serviços: leitura dos números

A composição do resultado de janeiro mostra uma dinâmica distinta entre presente e futuro, com melhora concentrada nas expectativas. Tratando-se, portanto, de novo avanço, seguindo sequência nos meses anteriores.

  • Índice de Confiança de Serviços (ICS): 90,9 pontos, com alta mensal de 0,6 ponto
  • Média móvel trimestral do indicador: 90,4 pontos, avanço de 0,7 ponto
  • Variação em relação a janeiro de 2025: recuo de 0,9 ponto
  • Amostra da pesquisa: 1.315 empresas consultadas entre 5 e 28 de janeiro

Mesmo com a alta do indicador agregado, o desempenho não foi uniforme entre seus componentes, reforçando uma leitura mais cautelosa sobre a evolução da atividade no curto prazo.

Expectativas ganham força enquanto o presente ajusta

O avanço da confiança foi sustentado pelo Índice de Expectativas de Serviços (IE-S), que mede a percepção dos empresários sobre a demanda e a tendência dos negócios nos próximos meses. Em janeiro, o indicador subiu 4,2 pontos, para 90,3 pontos, alcançando o maior nível desde dezembro de 2024.

  • Demanda prevista para os próximos três meses: 91,2 pontos, alta de 4,8 pontos
  • Tendência dos negócios para os próximos seis meses: 89,5 pontos, avanço de 3,6 pontos

Na direção oposta, o Índice de Situação Atual de Serviços (ISA-S), que reflete a avaliação sobre a demanda corrente e o momento dos negócios, recuou 2,9 pontos, para 91,7 pontos.

  • Volume de demanda atual: queda de 2,1 pontos, para 91,7
  • Situação atual dos negócios: recuo de 3,7 pontos, para 91,6

Segundo Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE, o empresário inicia o ano mais confiante em relação ao futuro, com destaque para o segmento de serviços de transporte. Em contrapartida, informação e comunicação, assim como os serviços profissionais, enfrentaram ajuste na demanda presente, embora mantenham uma leitura mais favorável adiante.

Índice de confiança de serviços e o ambiente macroeconômico

Na avaliação da FGV IBRE, o comportamento do índice de confiança de serviços confirma uma resposta positiva do setor a um ambiente macroeconômico ainda desafiador. O mercado de trabalho e o controle da inflação aparecem como vetores de suporte, mas não eliminam restrições no curto prazo.

Pacini ressalta que, apesar desses fatores, a política monetária segue limitando avanços mais amplos da atividade. Por isso, a melhora das expectativas não deve ser interpretada como sinal imediato de retomada mais intensa do setor no início de 2026.

O retrato captado pela sondagem sugere que o setor de serviços começa o ano mais disposto a planejar, ainda que opere sob condições financeiras apertadas. Nesse contexto, o índice de confiança de serviços funciona como termômetro das intenções empresariais, mais do que como reflexo direto do nível atual de atividade.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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