Investidores estrangeiros adotam cautela com governo Lula em meio a incertezas

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Após um começo otimista com o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o fim das incertezas na eleição presidencial do ano passado, investidores estrangeiros passaram a adotar uma postura mais cautelosa.

Economistas, operadores do mercado financeiro e analistas de multinacionais com operações no Brasil, que participaram de eventos com autoridades em Washington durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, apontam dúvidas sobre a capacidade do novo governo em levar a cabo reformas estruturais.

Enquanto a maioria dos entrevistados elogia o novo arcabouço fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para reduzir a dívida pública, muitos afirmam que as cobranças públicas de Lula sobre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação às taxas de juros e a fala sobre mudança da meta de inflação atrapalham o ambiente de investimentos.

Anya Prusa, diretora sênior da Albright Stonegbridge Group (ASG), ressalta que a proposta de Haddad é “muito otimista quando se trata da receita arrecadada, o que vai depender de uma reforma tributária que pode demorar a passar no Congresso, e isso tornará difícil para o governo atingir suas metas fiscais no curto prazo”. A falta de apoio de parlamentares também é vista como um empecilho para a aprovação das propostas.

A cautela dos investidores estrangeiros com o Brasil não é um fenômeno exclusivo do país, uma vez que outros países emergentes também perdem investimentos em meio à aversão ao risco com as incertezas no cenário global.

O FMI e o Banco Mundial divulgaram relatórios alertando sobre essa tendência, especialmente em relação às tensões entre China e Estados Unidos e à Guerra da Ucrânia, que ocorrem após o mundo passar por uma pandemia.

Para o presidente do Banco Mundial, David Malpass, é urgente que o Brasil adote boas políticas econômicas para acelerar o crescimento, permitindo que o governo faça investimentos sociais e ambientais para mudanças climáticas. Johannes Zutt, diretor do órgão para o Brasil, defende a abertura da economia e a revisão das barreiras comerciais para tornar o país mais atrativo aos investidores.

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