O plástico é uma peça chave na agricultura moderna, indo muito além de proteger insumos durante o transporte e a venda. Ele também é essencial durante o cultivo. Um exemplo são as estufas tipo túnel, feitas de plástico EVA (etileno-acetato de vinila), que ajudam a prolongar as temporadas de cultivo e protegem as plantações de climas extremos. Essas estufas reduzem a necessidade de água e permitem produzir alimentos nutritivos a um custo baixo, beneficiando produtores e consumidores.
Rica Mello, fundador do projeto Plástico Amigo, explica que as estufas de plástico têm vantagens sobre materiais tradicionais, como vidro ou metal.
“O plástico é leve, resistente, durável e pode ser moldado para atender a diferentes necessidades. Além disso, essas estufas são mais baratas e oferecem isolamento térmico melhor, permitindo controlar a temperatura e a umidade interna com precisão”, afirma.
Além das estufas, o plástico tem outras aplicações importantes na agricultura. Ele é usado como cobertura para proteger as plantas do vento, da chuva e de insetos, além de servir na produção de filmes agrícolas. Esses filmes ajudam a manter o solo úmido, controlam a temperatura e evitam o crescimento de ervas daninhas. Essas soluções aumentam a produtividade, economizam água e protegem as plantações de pragas e doenças.
Outro uso relevante do plástico agrícola é na fabricação de sacos para armazenar grãos. Esses sacos podem ser reciclados e transformados em novos produtos, como tubos de irrigação, bandejas para mudas e até novas estruturas de estufas.
“A reciclagem é essencial para a sustentabilidade. Programas estão sendo criados para garantir que o plástico agrícola tenha um destino adequado, promovendo a economia circular”, explica Mello.
Para Mello, o plástico é indispensável na agricultura moderna. “Com reciclagem e uma gestão correta dos resíduos, é possível aproveitar todos os benefícios desse material sem comprometer a sustentabilidade do setor”, conclui.



