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Fusão de Bunge e Viterra: acordo de 8,2 bilhões de dólares anunciado

(Foto: Jason Heisler/Pexels)

Agora, é oficial. A multinacional Bunge confirmou a fusão com a trader agrícola Viterra, em um acordo avaliado em cerca de US$ 8,2 bilhões, que envolve também afiliadas da Glencore, do Canada Pension Plan Investment Board (CPP) e da British Columbia Investment Management (BCi). O tratado prevê o pagamento aos acionistas da Viterra de aproximadamente 65,6 milhões de ações da Bunge, no valor de US$ 6,2 bilhões, além de US$ 2 bilhões em dinheiro.

A Bunge assumirá ainda uma dívida de US$ 9,8 bilhões da Viterra e recomprará US$ 2 bilhões de suas próprias ações como parte do acordo.

Segundo as empresas, a expectativa é que a fusão resulte em uma “empresa global de agronegócio bem posicionada, voltada para atender às demandas de mercados cada vez mais complexos e aos agricultores e clientes finais”. A conclusão do acordo está prevista para ocorrer no segundo semestre de 2024. Estima-se que a fusão gere cerca de US$ 250 milhões em sinergias operacionais brutas anuais antes dos impostos, nos três anos seguintes à conclusão, e aumente o lucro ajustado por ação da Bunge um ano após o término do processo.

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Após o fechamento da transação, os acionistas da Viterra devem deter cerca de 30% da nova entidade combinada, e essa participação pode aumentar para aproximadamente 33% após as recompras de ações. O CPP, que possui 40% de participação na Viterra desde 2016, receberá cerca de 12% de participação acionária na empresa combinada, além de aproximadamente US$ 800 milhões em dinheiro. A Glencore e o BCi, que juntos detêm os outros 60% da Viterra, também se tornarão acionistas da Bunge.

A aquisição da Viterra permitirá à Bunge expandir seus negócios nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, além de fortalecer sua presença na América do Sul, de acordo com analistas. As operações da Viterra também complementarão as atividades de processamento de oleaginosas da Bunge. A multinacional afirmou que a adição da Viterra proporcionará à empresa uma maior abrangência comercial em regiões e culturas em que atualmente possui uma representação limitada.

No entanto, analistas ressaltaram que o acordo proposto provavelmente enfrentará a análise rigorosa dos órgãos reguladores antitruste do governo Biden, que tem questionado transações que possam reduzir a concorrência. A Federal Trade Commission, por exemplo, entrou recentemente com uma ação contra a Microsoft para impedir a aquisição da Activision Blizzard. Além disso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também tomou medidas para bloquear negócios nos setores editoriais, de produção de açúcar e de tecnologia da saúde.

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