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O papel dos ‘hackers do bem’ na proteção contra phishing e ransomware

Imagem: Pixabay

No universo online, onde dados são a nova moeda, o cibercrime encontra terreno fértil. Golpes como o phishing – método de engenharia social para roubo de dados – dominam o cenário, sendo responsável por quase 40% das invasões. Os golpistas também se utilizam do ransomware (sequestro de informações) e infecções por vírus, ambos representando 25% dos casos, de acordo com uma pesquisa recente.

Esses criminosos geralmente exploram brechas na cibersegurança para invadir sistemas, acessar bancos de dados e conduzir atividades maliciosas, como o envio de mensagens fraudulentas ou o uso de credenciais de funcionários para acessar informações confidenciais da empresa.

Diante deste cenário, algumas marcas estão buscando novas estratégias para combater esses crimes. O bug bounty é uma delas: um sistema de recompensa que paga a profissionais de tecnologia para encontrar e corrigir falhas de segurança. Essa abordagem permite que empresas usem mão de obra externa para identificar lacunas em seus sistemas de segurança, prevenindo possíveis invasões de cibercriminosos.

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A plataforma de anúncios OLX é uma das empresas que recorrem ao bug bounty desde 2017, adicionando mais uma camada de proteção a seus produtos. Segundo Raúl Rentéria, diretor de tecnologia da empresa, esses profissionais analisam os pontos críticos, produzem relatórios com possíveis falhas e são recompensados por seu trabalho.

Em 2020, a OLX decidiu centralizar esse serviço no Brasil, fechando uma parceria com a BugHunt, startup brasileira especializada em programas de recompensa. A BugHunt possui um banco de dados com cerca de 17 mil pesquisadores, a maioria dos quais brasileiros. Esses profissionais, apelidados de “hackers do bem”, empregam algumas das mesmas metodologias que os cibercriminosos, mas com o propósito de proteger seus clientes.

“Temos uma equipe que cuida só de cibersegurança – e a empresa também tem amadurecido nesse aspecto -, no entanto, o programa de recompensas traz um olhar diferenciado, de alguém de fora, sem viés, diferente de quem lida com o tema internamente todos os dias”, disse o diretor de tecnologia da OLX, em entrevista ao InfoMoney.

Com a cibersegurança se tornando uma preocupação cada vez maior para as empresas, o trabalho desses “hackers do bem” pode ser a chave para manter os sistemas seguros e os dados protegidos no futuro.

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