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Aumento nas Taxas de Condomínio em São Paulo preocupa moradores: Alta de 16% em 2023

Condomínio Residencial (Foto: Timur Saglambilek/Pexels)

Os moradores de condomínios residenciais em São Paulo estão enfrentando um desafio financeiro com um considerável aumento nas taxas de condomínio nos primeiros quatro meses deste ano. De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de administração de condomínios Lello, os valores das taxas tiveram um aumento médio de 16% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse índice está bem acima da inflação, que acumula uma alta de apenas 3,94% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE.

A pesquisa, que analisou edifícios com mais de 300 apartamentos, revelou que o aumento nas taxas de condomínio foi de 15% nos prédios com 151 a 300 unidades e de 12% nos empreendimentos com 31 a 80 apartamentos. Essa tendência preocupa os moradores, uma vez que impacta diretamente seus orçamentos mensais.

Os principais fatores que contribuíram para o aumento nas taxas de condomínio são as despesas relacionadas aos salários dos funcionários e aos gastos com concessionárias de energia elétrica, água e gás. Esses custos representam mais de 70% dos gastos totais dos edifícios e tiveram um expressivo aumento nos últimos meses.

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Outro fator que influenciou o aumento nas taxas foi o congelamento do orçamento dos condomínios durante os anos de pandemia. Muitos condomínios precisaram adiar investimentos e reajustes nas taxas, o que acabou sendo acumulado e refletido nos valores atuais.

Apesar do aumento nas taxas de condomínio, a inadimplência no pagamento se manteve relativamente estável. Segundo os dados da Data Lello, a inadimplência oscilou apenas 0,4 ponto percentual em um ano, atingindo 2,76% do total de boletos em aberto após 60 dias de vencimento.

Os dez bairros com os valores médios de condomínio mais altos na cidade de São Paulo também foram mapeados pela pesquisa. Higienópolis lidera a lista, com uma média de R$ 2.216, seguido por Vila Nova Conceição (R$ 1.813), Itaim Bibi (R$ 1.714), Indianópolis (R$ 1.657), Campo Belo (R$ 1.594) e Paraíso (R$ 1.558).

A expectativa dos moradores é que a situação se estabilize nos próximos meses. No entanto, é importante que os condomínios busquem soluções criativas para reduzir custos e garantir a eficiência na administração das despesas. Angélica Arbex, diretora da Lello Condomínios, destaca que o aumento nas taxas de condomínio se deve ao expressivo aumento nos gastos com concessionárias de energia elétrica, água e gás, que, somados, são responsáveis por mais de 70% dos custos gerais dos edifícios.

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