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Preços do cacau atingem nível mais alto em 46 anos devido a condições climáticas adversas

foto: divulgação

Na bolsa Intercontinental Exchange Inc (ICE), em Londres, os preços do cacau alcançaram o patamar mais elevado em 46 anos nesta quarta-feira (28). Esse fenômeno é resultado de uma conjunção de fatores.

O clima desfavorável na África Ocidental ameaça as perspectivas de produção dos principais fornecedores dessa commodity tão crucial para a indústria do chocolate. Além disso, o mercado está enfrentando uma oferta restrita de grãos de cacau, que são predominantemente produzidos na Costa do Marfim e em Gana. Nesta temporada, as chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim destinadas à exportação diminuíram em quase 5%.

Para complicar ainda mais o cenário, a ICCO (Organização Internacional do Cacau) revisou para cima, neste mês, sua previsão de déficit global na oferta de cacau, passando de 60 mil toneladas métricas para 142 mil toneladas métricas. A relação entre estoque e uso, um indicador da disponibilidade de cacau no mercado, está prevista para diminuir para 32,2%, o nível mais baixo desde a safra de 1984/85.

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A situação é agravada pelas chuvas acima da média na Costa do Marfim, que têm causado inundações em algumas plantações de cacau, potencialmente prejudicando a principal colheita que está prevista para iniciar em outubro. A Refinitiv Commodities Research prevê chuvas moderadas a intensas no cinturão do cacau da África Ocidental nos próximos 10 dias.

Esse contexto adverso refletiu-se diretamente nos contratos futuros. O contrato de referência para o cacau com vencimento em setembro registrou um aumento de mais de 2% em Londres, atingindo 2.590 libras por tonelada métrica. O pico da sessão, alcançando 2.594 libras, representou o valor mais alto desde 1977.

Nos Estados Unidos, a tendência foi a mesma. Os preços do cacau também registraram alta em Nova York. O contrato com vencimento em setembro teve um aumento de 2,7%, alcançando US$ 3.348 por tonelada, o valor mais alto em sete anos e meio.

Enquanto isso, em relação a outras commodities agrícolas, o açúcar bruto com vencimento em julho teve uma queda de 0,46 centavo, ou 2%, chegando a 22,57 centavos de dólar por libra-peso. O café arábica teve uma queda de 5 centavos, ou 3%, ficando em 1,6195 dólar por libra-peso, enquanto o café robusta recuou US$ 99, ou 3,6%, para US$ 2.616 por tonelada.

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