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Contas do governo apresentam déficit em agosto

Foto: Divulgação Governo do Ceará.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (13) que as contas do governo central apresentaram um déficit primário de R$ 25,7 bilhões em agosto deste ano. Esse cenário ocorre quando as despesas superam as receitas.

Para ter uma visão mais detalhada, as receitas líquidas do governo central totalizaram R$ 134,6 bilhões em agosto. No entanto, as despesas atingiram o montante de R$ 160,3 bilhões no mesmo período.

Comparado ao agosto de 2022, o déficit deste ano foi 51,2% menor, representando uma melhora significativa em relação ao ano anterior, quando o déficit foi de R$ 52,7 bilhões.

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No acumulado de 2023, o déficit já atinge a marca de R$ 102,9 bilhões. No mesmo período do ano passado, o governo central apresentava um superávit de R$ 26,3 bilhões.

Receitas

O mês de agosto de 2023 registrou quedas significativas nas receitas. O Ipea aponta uma redução de 30,1% nas receitas não administradas pela Receita Federal e uma diminuição de 8,4% nas receitas administradas por ela, em comparação com agosto de 2022.

Essas perdas do déficit foram parcialmente compensadas por um aumento de 3% na arrecadação do Regime Geral de Previdência Social. No entanto, a receita líquida ainda sofreu uma queda de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as receitas administradas pela Receita Federal, apenas o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) registraram aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Os demais tributos apresentaram perdas.

Despesas

No que diz respeito às despesas, agosto foi marcado por aumentos notáveis nos gastos com controle de fluxo, com uma elevação de 56%, influenciada pelo pagamento do Bolsa Família. Em contrapartida, houve uma redução nas despesas com previdência e pessoal (-91%), créditos extraordinários (-97%) e despesas discricionárias (-48%). A análise detalhada desses números oferece insights importantes sobre a saúde financeira do governo central.

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