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Argentina: alta de 40% nos planos de saúde preocupa consumidores

(Foto: Twitter Javier Milei – @JMilei)

Os consumidores argentinos estão enfrentando um desafio econômico considerável com o anúncio de um aumento médio de 40% nos preços dos planos de saúde. Esta mudança tem gerado preocupações significativas entre milhões que dependem desses serviços privado.

A União Argentina de Saúde (UAS) discutiu amplamente os efeitos do Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), assinado na quarta-feira 20/12 pelo presidente Javier Milei, que alterou drasticamente a regulamentação do setor de saúde na Argentina. A decisão de desregular a economia e eliminar o controle de preços na saúde privada foi um ponto crucial para essa elevação.

Impacto Amplo na População

Com cerca de 61% da população argentina dependendo da medicina privada, o impacto desse aumento é vasto para o bolso do cidadão, principalmente os aposentados. Enquanto isso, os 36% que dependem exclusivamente do sistema público e os 3% com planos estatais enfrentam incertezas quanto ao acesso e à qualidade dos serviços de saúde.

Fontes do LA NACION indicam que, apesar do aumento previsto entre 35% a 42%, a realidade é que as empresas de saúde ainda sentem uma defasagem nos preços, impactados pela inflação e desvalorização do peso argentino. Além disso, a revogação parcial da Lei 26.682, que anteriormente garantia a fiscalização dos preços, acrescenta outra camada de complexidade à situação.

Anses

Este aumento nos planos de saúde supera de longe os reajustes recebidos por grupos como os aposentados da Anses, evidenciando uma disparidade crescente no poder aquisitivo. A Anses é a autarquia do governo responsável pela administração e concessão de benefícios previdenciários na Argentina, semelhante ao INSS no Brasil. Em 2022, o aumento acumulado nos preços dos planos de saúde foi de 135,76%, em contraste com a inflação projetada entre 200% e 220%.

Essa situação coloca uma pressão adicional sobre os consumidores argentinos, que já enfrentando desafios econômicos. A mudança não apenas afeta o acesso e a qualidade da saúde privada, mas também levanta questões sobre as implicações mais amplas para a economia argentina e o bem-estar de seus cidadãos.

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