Aumento da inadimplência no Brasil em 2023

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A inadimplência no Brasil voltou a crescer em 2023, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Os números revelam um aumento de 3,58% no número de brasileiros inadimplentes em dezembro de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022.

No total, o país registrou a marca de 66,12 milhões de inadimplentes, o que equivale a quatro em cada dez brasileiros, representando 40,35% da população. Além disso, o valor médio das dívidas por consumidor negativado em dezembro de 2023 foi de R$ 4.337,70.

Desenrola Brasil

O aumento na inadimplência ocorre em um ano marcado por intensos debates sobre o endividamento da população e as taxas de juros. Em julho de 2023, o governo federal lançou o programa “Desenrola Brasil”, com o objetivo de reduzir o endividamento dos brasileiros. O programa já renegociou um total de R$ 34 bilhões em dívidas de 11,5 milhões de pessoas.

A fim de tornar o “Desenrola” maior, o governo está considerando ajustes, especialmente na chamada “faixa 1”, voltada para cidadãos com renda de até dois salários mínimos e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). As medidas incluem a possibilidade de permitir que contas de nível bronze acessem a plataforma do “Desenrola” para fazer pagamentos e refinanciamentos. Também está em avaliação a ideia de redirecionar clientes de birôs de crédito para a plataforma do programa, com foco na viabilidade tecnológica e de segurança.

Além da renegociação de dívidas, o projeto de lei do “Desenrola” estabeleceu um limite de 100% para os juros do rotativo do cartão de crédito. Enquanto isso, a taxa básica de juros (Selic) permaneceu em 13,75% ao ano até agosto de 2023. No entanto, a Selic passou por cortes desde então, encerrando o ano de 2023 em 11,75% ao ano.

Faixa etária

A pesquisa realizada pela CNDL e SPC revela que a faixa etária mais afetada pela inadimplência é a de 30 a 39 anos, com 23,65% dos devedores. Isso equivale a 16,38 milhões de pessoas nessa faixa etária, representando quase metade (48,08%) dos brasileiros desse grupo com registros em cadastros de devedores.

Setores

Os dados também mostram que cerca de 30,98% dos consumidores possuem dívidas de até R$ 500, chegando a 44,88% quando se trata de dívidas de até R$ 1.000. Em relação ao setor credor, os bancos lideram, com 63,26% do total de dívidas, seguidos por Água e Luz (11,85%), Comércio (11,32%) e Outros (7,25%).

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