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Inflação no Brasil desacelera em março de 2024

Alimentos - inflação - São Paulo
(Imagem: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A inflação no Brasil teve uma desaceleração em março, atingindo o nível mais baixo em oito meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um aumento de 0,16% em março, contrastando com a alta de 0,83% em fevereiro. O menor resultado mensal desde julho de 2023 e ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava um avanço de 0,25% no mês.

Os dados revelam que o IPCA acumulou uma alta de 3,93% nos últimos 12 meses até março, ante 4,50% em fevereiro, ou seja, a primeira vez que o índice acumulado fica abaixo de 4% desde julho do ano passado. Portanto, aproximando-se do centro da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3,0%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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O economista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, destacou que os dados de inflação mais fracos terão um impacto sobre a curva de juros nos próximos dias, fortalecendo a perspectiva de cortes consecutivos na taxa básica de juros pelo Banco Central.

Grupos

A desaceleração do IPCA em março foi impulsionada principalmente pela dissipação do impacto sazonal dos custos com Educação, cuja alta desacelerou consideravelmente em relação a fevereiro.

O grupo Alimentação e Bebidas ainda foi o que registrou o maior impacto, embora a alta também tenha enfraquecido em comparação ao mês anterior, devido a problemas climáticos que influenciaram os preços dos alimentos.

Por outro lado, o grupo Transportes registrou uma queda em março, especialmente devido ao recuo dos preços das passagens aéreas, enquanto os custos de Habitação e Serviços também mostraram sinais de alívio.

Apesar disso, Helena Veronese, economista-chefe da B. Side, alertou que os serviços subjacentes continuam em um patamar não compatível com as metas de inflação, justificando a cautela do Banco Central.

O Banco Central, que reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto percentual no mês passado, indicou uma ampliação de incertezas em relação aos cortes futuros, antevendo um corte na mesma intensidade apenas na próxima reunião, em maio, em meio à incerteza sobre a dinâmica da inflação doméstica.

De acordo com a Pesquisa Focus mais recente divulgada pelo Banco Central, a expectativa do mercado é de que o IPCA encerre este ano com uma alta acumulada de 3,76%.

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