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Frota de aviões agrícolas do país dobra em 13 anos

Frota de aviões agrícolas do país dobra em 13 anos
(Foto: Divulgação/Embraer).

O setor da aviação agrícola no Brasil observou um crescimento nos últimos 13 anos, com a frota dobrando de tamanho desde 2010. Conforme informações do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o país passou de 1.300 aeronaves em 2010 para 2.600 em 2023.

Esse aumento coincide com a expansão das lavouras de grãos e a distribuição das atividades agrícolas por regiões novas, como o desenvolvimento do Matopiba e áreas do Centro-Oeste. A demanda crescente por pulverização aérea contribuiu para essa evolução, impactando diretamente na venda de aviões agrícolas.

Em 2023, o mercado recebeu 149 novas aeronaves, superando as médias anuais anteriores de 90 a 100 aviões. Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindag, ressaltou a robustez desse crescimento. “A expectativa para 2024 é que esse número se mantenha ou até aumente, evidenciando que 30% a 35% dos aviões agrícolas fabricados globalmente são destinados ao Brasil”, explicou Colle.

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Um dos modelos mais populares é o Ipanema, produzido pela Embraer, que há 20 anos adota o etanol como combustível. Este modelo representa mais da metade da frota agrícola do país, e cerca de um terço dos aviões nacionais são movidos a biocombustível. A Embraer relatou um aumento de 18% nas entregas do Ipanema em 2023, alcançando 65 aeronaves, com uma previsão de entregar 70 unidades em 2024.

Além de sua aplicação em pulverizações, as operações aéreas incluem a distribuição de defensivos químicos ou biológicos, fertilizantes, semeadura e até o combate a incêndios. A distribuição geográfica dessas aeronaves também mudou, com 600 unidades em Mato Grosso, e aumentos em estados como Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

A aviação executiva, paralelamente à agrícola, também se destacou, atraindo empresários do agronegócio. Na Agrishow, feira realizada em Ribeirão Preto, modelos de aeronaves que variam de US$ 1 milhão a US$ 9,255 milhões foram ofertados pela TAM Aviação Executiva. Leonardo Fiuza, presidente da TAM Aviação Executiva, comentou sobre o perfil dos compradores. “Na maioria, são pessoas jurídicas de médio e grande porte do agronegócio, além de empresários que buscam facilitar o deslocamento entre suas propriedades”, disse Fiuza.

O interesse dos bancos no financiamento dessas operações também cresceu, como indicado por Ricardo França, head comercial de agronegócios do Santander. “Na última visita à Agrishow, antes da pandemia, realizamos alguns dos maiores negócios da feira, evidenciando a demanda crescente por financiamento de aeronaves para uso agrícola”, compartilhou França.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 2.200 pilotos agrícolas com licenças válidas, segundo dados do Sindag, refletindo a expansão contínua e a importância crescente da aviação agrícola no cenário nacional.

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