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Ações da Petrobras caem após saída de Prates

Ações da Petrobras caem após demissão de Prates. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Ações da Petrobras caem após demissão de Prates. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Na terça-feira (14), as ações da Petrobras despencaram na Bolsa de Nova York após o anúncio da demissão do presidente da empresa, Jean Paul Prates. A engenheira Magda Chambriard foi convidada para ser a substituta de Prates e já aceitou assumir o cargo.

Repercussões no mercado

Os recibos de ações da Petrobras nos Estados Unidos, as ADRs, chegaram a cair mais de 9% na noite dessa terça-feira, após a notícia de demissão de Prates. Por volta das 21h, os papéis da companhia no exterior (PBR) caíam 6,98%, a US$ 16,69. O economista André Perfeito observa que o efeito de curto prazo foi a queda no preço corrente das ações da companhia.

O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, explica que, normalmente, a movimentação no mercado norte-americano dá sinalizações sobre como será a abertura do pregão da bolsa brasileira no dia seguinte. Ele acredita que os investidores podem manter sua aversão ao risco ou atenuar a queda registrada no after market de Nova York.

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Ações da Petrobras: impacto no Brasil

No Brasil, as ações da Petrobras (PETR3) fecharam com queda de 2,72%, após a estatal informar resultados financeiros do primeiro trimestre abaixo do esperado. A queda do petróleo no mercado internacional também impactou o desempenho das ações. Tanto o Brent quanto o WTI recuaram mais de 1% na terça.

O movimento de queda ocorreu por volta das 20h40 (horário de Brasília, 19h40 de NY) de terça-feira, após rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria demitido Prates. A notícia foi divulgada pelo jornal O Globo e posteriormente por outros veículos de imprensa. Os papéis PBR, equivalente aos ordinários, com maior liquidez em Nova York, chegaram a cair 8% no after market. A queda prosseguiu e foi ainda mais intensa no pré-market desta quarta.

Leia também:

Lula demite Jean Paul Prates da presidência da Petrobras

Novo comando

Na tarde de terça-feira, Prates se despediu de seus diretores, informando que a ex-diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, seria sua sucessora. Antes de atuar na ANP, Magda trabalhou por 22 anos na Petrobras.

Para Flavio Conde, head de análise da Levante, a demissão de Prates “é péssima”, pois mostra uma grande interferência política na companhia. Ele concorda com o ex-conselheiro da Petrobras, Marcelo Mesquita, que critica a frequente troca de presidentes na estatal.

Para a Ativa, a decisão também é vista como negativa, uma vez que Prates vinha desempenhando um bom papel na companhia, equilibrando os interesses econômicos e políticos da empresa com sabedoria. Frederico Nobre, líder de análise da Warren, aponta que, caso o nome de Magda se confirme, uma dirigente com viés mais desenvolvimentista deve assumir o comando da estatal, o que pode ser mal visto pelo mercado.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, avalia que já era evidente um desgaste significativo no âmbito político envolvendo Prates e os demais ministros.

ADRs da Petrobras

Os ADRs da Petrobras dão o prenúncio de uma quarta-feira (15) bastante negativa para as ações da companhia estatal com a mudança na presidência. Às 7h15, PBR caía 9,23% (US$ 15,15) e PBR-A tinha baixa de 8,57% (US$ 14,51) no pré-market de Nova York. A indicação de Magda Chambriard será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa, conforme informou a petroleira em fato relevante.

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