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Custo de vida em SP deve aumentar com enchentes no Sul, diz Fecomercio

Custo de vida em São Paulo. (Imagem: Marcelo Valente/Wikimedia Commons)
Custo de vida em São Paulo. (Imagem: Marcelo Valente/Wikimedia Commons)

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) deverá aumentar continuamente até o próximo ano, como resultado das enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo Guilherme Dietze, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a cadeia produtiva será afetada pela escassez de produtos, desequilibrando a oferta e demanda e impactando diretamente os preços.

Previsões para o próximo ano

“O ano que vem vai ser o grande problema. Como é que a gente vai ter essa safra importante de arroz, soja, milho, trigo?”, questiona Dietze. Ele explica que suas análises consideram hipóteses, mas se o pior cenário se concretizar, o impacto será grave. A região também é importante produtora de carne e laticínios, setores que podem ser afetados.

Índice de Custo de Vida por Classe Social (CVCS)

As enchentes afetaram quase 95% da atividade econômica do Rio Grande do Sul, conforme a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Os polos industriais estão entre os locais mais atingidos, e o impacto dessa tragédia no indicador de Custo de Vida por Classe Social (CVCS) de São Paulo dependerá de como será feita a reconstrução e retomada na região afetada.

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Inflação nos alimentos

No primeiro trimestre deste ano, o indicador da FecomercioSP mostrou uma alta modesta no grupo de alimentos (0,10%). Porém, abril já apresentou uma inflação um pouco maior. “Há uma certa preocupação de que os preços não estão acomodados como gostaríamos, seguem pressionados, não somente pela questão de oferta, mas também pelo aumento do óleo diesel”, afirma Dietze. A expectativa é que a partir de junho, o grupo de alimentos sofra um aumento mais acentuado, principalmente em frutas e lácteos.

Efeito cascata

O processo inflacionário que afeta alimentos e transportes pode se estender à cadeia de logística como um todo na RMSP. Dietze destaca a incerteza sobre o impacto na indústria do aço: “De que forma isso vai afetar insumos para a indústria? Não temos essa dimensão ainda para saber se haverá efeito no custo, uma vez que não é apenas a produção, mas também o escoamento dos insumos”.

Dados recentes do custo de vida

No primeiro trimestre de 2024, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) aumentou 0,97%, segundo a FecomercioSP. Março mostrou estabilidade com 0,01% após um avanço de 0,71% no período anterior. Nos últimos 12 meses, o CVCS acumula alta de 3,09%. Os setores com maiores altas em março foram transportes, saúde e cuidados pessoais, e alimentos e bebidas.

Alívio temporário

Transportes registraram deflação de 0,28% em março, devido à queda nos preços das passagens aéreas e bilhetes de ônibus interestaduais. Isso contribuiu para a estabilidade do custo de vida no mês. Guilherme Dietze afirmou que os resultados de março foram um alívio para as famílias da Grande São Paulo, reduzindo o temor de uma pressão prolongada sobre os preços, especialmente de alimentos.

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