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Inundações ameaçam abelhas e domínio do mel no RS

Enchentes devastam colmeias no Rio Grande do Sul, afetando a produção de mel.
Inundações ameaçam abelhas e domínio do mel no RS
(Foto: Damien TUPINIER/Unsplash).

O Rio Grande do Sul, responsável por 15% da produção de mel do Brasil, enfrenta um período crítico devido às recentes inundações. Esses eventos, que também ocorreram em setembro do ano passado, comprometeram severamente a infraestrutura de apicultura no estado, dominada por pequenos produtores rurais.

Segundo Patric Luderitz, vice-presidente da Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs) e coordenador da Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura do Estado, as enchentes destruíram entre 35 mil e 50 mil colmeias. “Perdemos cerca de 10% das nossas abelhas”, declarou Luderitz, enfatizando a gravidade da situação.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que em 2022, o Rio Grande do Sul produziu 9 mil toneladas de mel. No entanto, com a alta mortandade de abelhas e a perda de colmeias, projeta-se que a recuperação do setor possa levar pelo menos dois anos. “A recuperação depende muito do clima e dos recursos financeiros disponíveis”, observa Luderitz, indicando que diferentes níveis de investimento podem alterar substancialmente a velocidade de recuperação.

Em Cachoeira do Sul, um dos municípios afetados, o apicultor Ede Nelson Beck calcula que perdeu 500 de suas 1.700 colmeias devido à proximidade com o rio Jacuí. Beck destacou que, historicamente, as áreas de várzea são escolhidas para a apicultura devido à rica biodiversidade, que favorece a produção de mel. Com as cheias, ele antecipa que será necessário mover os apiários para áreas mais elevadas, como as coxilhas, o que provavelmente resultará em uma queda na produção.

 

Abenor Furtado, presidente da Associação Gaúcha de Apicultores (AGA), acrescenta que as enchentes recentes agravaram problemas já existentes, e a falta de florada autóctone significa que as abelhas entrarão no inverno enfraquecidas, com escassez de alimento. “Não esperamos produção de mel este ano”, concluiu Furtado, destacando a severidade da crise para o setor apícola do estado.

Essas adversidades representam uma crise imediata para os apicultores locais, além de um risco potencial para a posição do Rio Grande do Sul como líder nacional na produção de mel. As próximas floradas, previstas para começar em agosto, são agora vistas como essenciais para a sobrevivência dos enxames e a recuperação gradual da produção. Até lá, medidas como alimentação artificial das abelhas serão vitais para sustentar os enxames restantes.

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