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De ministro a magnata: o pioneirismo de Manzano no lítio

Estratégia abrange minas no Brasil e Argentina

De ministro a magnata: o pioneirismo de Manzano no lítio
José Luis Manzano, Ex-ministro do Interior da Argentina (Foto: Reprodução/Wikipédia).

José Luis Manzano, reconhecido por suas estratégias de investimento, agora concentra-se nos recursos minerais fundamentais para a transição energética. Ele realiza esse foco por meio de sua holding, Integra Capital. Iniciando sua carreira como ministro do ex-presidente da Argentina Carlos Menem, Manzano agora se dedica ao mercado de mineração de lítio na Argentina e Brasil. Além disso, ele está envolvido em um projeto de fertilizantes em Mendoza, sua província natal.

Atualmente, por meio de sua holding Integra Capital, José Luis Manzano está concentrando seus investimentos na mineração de recursos essenciais para a transição energética. A Argentina, com suas amplas reservas ainda pouco exploradas de lítio e cobre, tem se tornado um ponto de interesse para investidores.

Manzano vem adquirindo minas e territórios com grandes depósitos de lítio no norte da Argentina e no Brasil. Recentemente, no fim do último ano, a Integra assumiu um projeto de fertilizantes de potássio, previamente abandonado pela Vale, na província de Mendoza, terra natal de Manzano e famosa por seus vinhos Malbec.

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Este movimento reflete a abordagem de Manzano de investir em mercados adversos. “Acreditamos que estamos nos posicionando em áreas que serão essenciais nos próximos 50 a 100 anos”, declarou José Manzano em uma entrevista rara em Londres.

Parcerias e investimentos

Além das atividades em mineração, Manzano tem formado parcerias estratégicas com grandes empresas de commodities, incluindo Glencore e Mercuria. Essas colaborações envolvem a aquisição de dois projetos de mineração da Glencore e esforços conjuntos na exploração de petróleo de xisto e na distribuição de gás natural com a Metrogas na Argentina.

O investimento na indústria de fertilizantes ocorre num momento oportuno, dado o excesso de oferta do insumo agrícola. A parceria com a empresa brasileira ARG na aquisição do projeto de potássio visa revitalizar o investimento deixado pela Vale, esperando uma mudança nas condições de mercado sob o novo presidente argentino Javier Milei.

Residente em Genebra, Manzano vê sua localização como vital para facilitar negociações e operações com as gigantes suíças. “Estou otimista”, afirmou, mostrando confiança nas medidas econômicas iniciais do governo Milei e prevendo uma recuperação econômica para o último trimestre do ano.

Sucessos e desafios

Os investimentos de Manzano não se limitam a novos projetos. Ele e seus parceiros adquiriram o controle acionário da distribuidora de energia elétrica de Buenos Aires, Edenor, cujas ações em Nova York subiram mais de 400% desde então.

No entanto, nem todos os empreendimentos de Manzano prosperaram conforme o esperado. Uma parceria com a estatal venezuelana PDVSA tem produzido abaixo da capacidade, e os desafios na Colômbia enfrentados pela Interoil ainda buscam resolução. Ainda assim, Manzano permanece determinado a aumentar a produção no projeto venezuelano nos próximos anos.

José Manuel Ortega, ex-executivo do Banco Santander que interagiu com Manzano em Mendoza, avalia o investidor positivamente.

“Primeiramente, ele é uma pessoa extremamente inteligente; isso é algo que amigos e inimigos reconhecem. Além disso, ele sabe navegar nos corredores do poder.”, disse Ortega.

As ações de Manzano evidenciam uma trajetória de resiliência e adaptação, habilmente navegando por ciclos econômicos e políticos variados para consolidar um portfólio diversificado que agora está intensamente voltado para recursos que definirão o futuro energético e agrícola global.

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