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N5X: maior bolsa de energia começa a operar em junho no Brasil

Início das operações promete revolucionar o setor

N5X maior bolsa de energia
Dri Barbosa, CEO da N5X (Foto: Divulgação/Cauê Diniz).

A N5X surge da colaboração entre a European Energy Exchange (EEX) e o L4 Venture Builder, um fundo da B3. Com a liderança de Dri Barbosa, CEO da empresa, a N5X pretende ser a primeira bolsa de energia do Brasil. A plataforma iniciará suas operações em junho, facilitando as negociações de derivativos de energia.

Padronização de transações

No início, a plataforma concentrará suas atividades em armazenar dados sobre transações bilaterais no mercado livre de energia, onde grandes corporações compram eletricidade diretamente de geradores por meio de comercializadoras. Durante esta etapa inicial, uma vez que os acordos sejam concretizados, as empresas envolvidas registrarão os detalhes em uma boleta da N5X para uniformizar o processo dessas transações. Uma ferramenta similar já é utilizada pela B3.

Uma boleta é uma ferramenta que centraliza e simplifica as transações na Bolsa, permitindo ao investidor registrar detalhes como compra, venda, preço e quantidade. Também é possível especificar a duração da ordem no mercado através da boleta.

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Portfólio e planos

Atualmente, 150 empresas fazem parte do portfólio da N5X. Incluindo filiais de grandes grupos energéticos nacionais como Cemig e Eletrobras, além de comercializadoras associadas a entidades financeiras, como a do Banco ABC. Importantes corporações como Petrobras, Raízen e Assaí Atacadista também fazem parte da plataforma.

Dri Barbosa destaca que, inicialmente, selecionarão entre 5 e 10 compradores e vendedores para registrar suas negociações. “Depois desse período inicial, vamos abrir para todo mundo,” afirma ela. A empresa também planeja fazer transações bilaterais dentro da plataforma, competindo com o BBCE, e futuramente negociará contratos futuros de energia.

Perspectivas e transparência

Barbosa visualiza um mercado eletrônico que promove anonimato e liquidez, melhorando a precificação. “Você tem maior transparência de preço porque todas as negociações estarão lá,” diz ela. A visão inclui melhor visualização dos preços dos contratos futuros, como o custo do megawatt para 2026.

Investimentos

Por enquanto, a N5X cobra uma mensalidade de R$ 4.000 das empresas participantes da bolsa de energia e, a partir de junho, cobrará R$ 60 por boleta. “Claramente, os R$ 4 mil vezes 150 não é o suficiente para o tamanho do projeto. Mas aqui é um investimento que os acionistas estão fazendo, e eles sabem que custa muito construir uma bolsa de energia; a EEX fez isso em mais de 20 países,” explica Barbosa.

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