Vendas no Dia das Mães animam pequenas empresas, mas maioria não se prepara

Pequenas empresas projetam aumento nas vendas no Dia das Mães, mas a maioria não prepara ações. Falta de estratégia pode limitar o faturamento esperado na data.
Imagem de pessoas andando no Shopping para ilustrar uma matéria jornalística sobre Vendas no Dia das Mães.
PMEs esperam vender mais, mas não se preparam. (Imagem: Walter Campanato/Agência Brasil)

A expectativa de alta nas vendas de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) para o Dia das Mães 2026 não se traduz automaticamente em faturamento. Embora 37,2% das empresas projetem crescimento, mais da metade não pretende adotar ações comerciais para a data.

O dado altera a leitura do varejo. O limite não está apenas na demanda, mas na execução. Sem estratégia, parte relevante das vendas potenciais deixa de entrar no caixa das pequenas e médias empresas.

O contraste é direto: 52,3% não farão nenhuma ação, mesmo diante de uma das datas mais relevantes do calendário comercial.

Expectativa de crescimento não garante aumento nas vendas

A pesquisa da Serasa Experian mostra um cenário dividido. Uma parcela relevante das PMEs aposta em avanço nas vendas, mas outra parte já indica estagnação ou queda para o Dia das Mães.

Distribuição das expectativas:

  • 22,1% projetam crescimento forte
  • 15,1% esperam alta moderada
  • 12,5% indicam estabilidade
  • 11,8% preveem queda

O problema aparece na conversão dessa expectativa em resultado. Mesmo entre os otimistas, nem todos estruturam campanhas, promoções ou estratégias para impulsionar o consumo.

Segundo Cleber Genero, vice-presidente de PMEs da Serasa Experian, há espaço para evolução no planejamento, especialmente na capacidade de capturar a demanda já existente.

Falta de ação reduz faturamento no Dia das Mães

A principal ruptura está no comportamento empresarial. Entre as PMEs, 52,3% não pretendem realizar nenhuma ação específica de vendas para o Dia das Mães.

Entre as empresas que se movimentam, o padrão ainda é limitado:

  • promoções e descontos
  • campanhas de marketing
  • kits e produtos especiais

Sem estímulo comercial, parte da demanda não se converte em vendas. Isso reduz o impacto da data no faturamento, mesmo em um cenário de consumo ativo.

A diferença entre quem planeja e quem não planeja passa a definir o resultado financeiro.

Obstáculos impedem investimento em estratégias comerciais

A baixa preparação das PMEs está ligada a desafios estruturais que limitam a capacidade de investimento.

Principais dificuldades:

  • baixa demanda percebida (22,6%)
  • custos elevados de produtos e logística (21,2%)
  • concorrência acirrada (20,3%)
  • falta de capital para investimento (19,5%)
  • dificuldade de atrair clientes (16,4%)

Esse cenário cria um ciclo de baixa eficiência. Empresas evitam investir por restrições financeiras, mas a ausência de ação reduz ainda mais o potencial de receita.

Estratégia separa empresas que crescem das que ficam estagnadas

Os dados indicam que o desempenho no Dia das Mães depende diretamente da postura de vendas adotada pelas empresas.

Entre negócios com expectativa negativa:

  • 59% não pretendem realizar ações comerciais

Já entre os mais otimistas:

  • há maior adesão a estratégias para impulsionar vendas

Essa diferença cria dois grupos no varejo. Empresas que atuam de forma ativa tendem a capturar a demanda, enquanto outras dependem apenas do fluxo natural de consumidores.

Regiões mostram diferenças no potencial de vendas

O otimismo varia entre regiões, o que influencia o potencial de crescimento das vendas no período.

Expectativa de alta por região:

  • Norte: 60%
  • Nordeste: 48%
  • Sudeste: 35%
  • Centro-Oeste: 35%
  • Sul: 23%

Apesar do maior otimismo em algumas regiões, o resultado final depende da capacidade de execução. Sem planejamento, o potencial regional também pode não se traduzir em faturamento.

Dia das Mães em 2026: vendas mostram limite do crescimento

O cenário das PMEs para o Dia das Mães evidencia um limite claro no varejo. Existe expectativa de aumento nas vendas, mas falta ação estruturada para transformar essa oportunidade em receita.

Enquanto parte das empresas investe em estratégias comerciais, outra parcela permanece inerte, pontua o Serasa Experian.  Essa diferença tende a definir quem cresce e quem apenas mantém o nível de faturamento na principal data do primeiro semestre.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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