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Amil avalia fusão de redes hospitalares com Dasa

Negociações podem redefinir o setor hospitalar

Amil e Dasa avaliam fusão de redes hospitalares
(Foto: Divulgação/Amil).

Amil e Dasa estão discutindo uma possível fusão de seus hospitais, conforme apontado pelo jornal Valor. As duas empresas possuem aproximadamente 12 hospitais cada, com marcas renomadas como Nove de Julho e Samaritano, espalhadas por diversas regiões do Brasil.

A proposta de fusão, inicialmente apresentada pela Amil, busca alavancar a eficiência operacional e diminuir o endividamento de ambas as partes. Recentemente, a família Bueno, que controla a Dasa, realizou um aporte de R$ 1,5 bilhão, indicando esforços para fortalecer o caixa da empresa. A Dasa também planeja vender uma parcela minoritária de seu segmento de medicina diagnóstica para um grupo estrangeiro, visando angariar pelo menos R$ 2,5 bilhões até o final do ano.

Outras movimentações no setor

Este momento de intensa atividade no setor hospitalar vem acompanhado de outras grandes movimentações. Por exemplo, a Rede D’Or e a Bradesco Seguros uniram-se para lançar uma nova empresa de hospitais sob a marca São Luiz, com investimento inicial de R$ 1,1 bilhão e previsão de inauguração no segundo semestre.

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Outra notícia relevante é o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão na Oncoclínicas, que permitirá a expansão e a retomada de aquisições. O banco Master adquiriu cerca de 20% da empresa, reduzindo o nível de endividamento de 3,9 vezes para aproximadamente 2,5 vezes.

A presença de novos investidores no setor, como o empresário Nelson Tanure, que recentemente comprou a empresa de medicina diagnóstica Alliança, indica uma crescente dinâmica de investimentos e reestruturações.

Enquanto isso, o levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) mostra uma redução expressiva de leitos hospitalares no Brasil, com uma queda de 30,8 mil leitos desde 2010. Atualmente, o país conta com 4,6 mil hospitais privados, sendo a maioria no Sudeste, uma região que possui 42% dos hospitais privados, contrastando com 60% dos beneficiários de planos de saúde.

 

Apesar das discussões, Amil e Dasa não confirmam oficialmente os rumores de fusão. Essas negociações ocorrem em um contexto de reestruturação e atração de interesse no setor, onde ambas as companhias têm propostas de diversos interessados.

O possível rearranjo do setor hospitalar, incluindo essas fusões e investimentos, reflete uma busca contínua por eficiência operacional. Essa reestruturação também visa à sustentabilidade financeira em meio a desafios de mercado cada vez maiores. A combinação dos ativos hospitalares de Amil e Dasa pode criar uma rede ainda mais robusta. Essa união tem o potencial para melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde no país.

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