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Por que os argentinos estão trocando seu pão pelo brasileiro?

Produto mais acessível atrai consumidores

pão argentina
(Foto: Divulgação/Bauducco).

Há dez dias, as prateleiras dos supermercados argentinos começaram a oferecer pão da marca brasileira Bauducco. Esse produto surge como uma alternativa econômica aos produtos locais. Diante da inflação elevada, o governo argentino, que anunciou incentivos fiscais para importações de itens básicos há dois meses, vê essa introdução como uma estratégia para controlar os preços altos.

Atualmente, comercializam um pacote de 400 gramas deste pão por $3375. Especialistas destacam o pão artesanal da Bimbo como o principal concorrente no mercado argentino, uma opção considerada premium. Em contraste, vendem o pão da Bauducco como uma alternativa mais acessível, custando 17,7% menos que o produto da Bimbo para a mesma quantidade.

 

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Além disso, estendem a comparação de preços a outras marcas. Por exemplo, a marca Fargo oferece um pão que, apesar de mais caro por pacote, tem um custo por grama inferior. Um pacote de 400 gramas do produto da Fargo custaria $3127,27, economizando 7,4% em relação ao Bauducco.

Importações na economia

O volume de importações de produtos básicos aumentou notavelmente, com um crescimento de 35% em relação ao trimestre anterior, conforme os dados do setor privado. Este aumento se reflete no transporte de grandes quantidades desses produtos, incluindo o pão brasileiro, com a recente chegada de quatro caminhões de 20 toneladas cada.

Medidas governamentais contra a inflação

Desde 18 de março, o governo argentino implementou medidas para facilitar essas importações, como a redução de prazos e impostos sobre produtos estrangeiros. O objetivo é mitigar o impacto da alta inflação, focando nos consumidores economicamente mais vulneráveis.

Relatórios da Secretaria de Indústria e Comércio da Argentina mostram uma desaceleração na inflação dos produtos da cesta básica em relação ao índice geral de preços. Entre fevereiro e abril, enquanto o índice geral subiu 21%, produtos como bananas e galletitas doces tiveram aumentos menores, com alguns produtos registrando quedas.

Disponibilidade de produtos importados

Apesar desses sinais positivos, produtos importados ainda não dominam as prateleiras argentinas. Matías Grondona, diretor regional de Retail do grupo GDN, afirma que o processo de importação pode levar entre seis a doze meses, dependendo da categoria de alimento. Uma pesquisa da ShopApp revelou que apenas 20% dos consumidores argentinos notaram a presença de produtos importados nas lojas.

O pão brasileiro já começou a estabelecer sua presença no mercado argentino. No entanto, pode ser necessário mais tempo até que a presença de produtos importados se torne amplamente visível nas prateleiras dos supermercados argentinos, refletindo a adaptação da economia local aos desafios econômicos atuais.

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