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Estagnados: por que os aviões antigos eram mais rápidos?

Velocidade dos jatos não aumentou desde os anos 60

Estagnados: por que os aviões antigos eram mais rápidos?
(Foto: Sonia Nadales/Unsplash).

Embora a tecnologia tenha avançado em muitos setores, a velocidade dos aviões comerciais e militares permanece quase inalterada desde a década de 1960. Curiosamente, novos modelos são frequentemente mais lentos do que alguns dos aviões mais antigos.

No passado, o custo do combustível era mais baixo, e os fabricantes de aeronaves não enfrentavam grandes desafios econômicos ao buscar velocidades cada vez maiores. A situação mudou drasticamente após a crise do petróleo nos anos 70, tornando o consumo de combustível uma preocupação central.

A maior barreira para os aviões ultrapassarem a velocidade do som é o aumento exponencial do atrito, que demanda mais combustível e pode causar danos ao avião. Historicamente, apenas o Concorde e o Tupolev Tu-144, ambos introduzidos no final dos anos 1960, conseguiram operar regularmente acima dessa barreira, alcançando velocidades de aproximadamente 2.500 km/h.

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Atualmente, aviões como o Boeing 737 e o Airbus A320 operam a cerca de 80% da velocidade do som. Aumentar essa velocidade para 90% poderia elevar consideravelmente o consumo de combustível para um ganho mínimo em tempo de viagem, muitas vezes não superando 100 km/h.

Outros fatores limitantes

O aumento do tráfego aéreo também desempenha um papel na manutenção das velocidades. Com mais aviões nos céus, especialmente perto de grandes centros urbanos, as velocidades mais altas alcançadas durante o voo se tornam menos relevantes à medida que os aviões precisam reduzir a velocidade para pousar, semelhante ao que ocorre em um congestionamento.

Aviação militar e suas particularidades

No setor militar, a situação é similar. O F-14 Tomcat, por exemplo, podia atingir até 2.500 km/h, enquanto o moderno F-35 alcança até 1.960 km/h. A necessidade de manobras rápidas e evasivas em combate reduz a importância da velocidade máxima, já que mísseis modernos podem atingir velocidades superiores à do som, tornando a fuga por aceleração impraticável.

 

Além disso, uma velocidade excessiva pode tornar as manobras de combate previsíveis e menos eficazes, comprometendo a segurança do piloto e a eficiência da missão.

Portanto, enquanto a capacidade de voar mais rápido existe, as implicações econômicas e estratégicas muitas vezes superam os benefícios. Assim, a velocidade dos aviões permanece limitada por uma combinação de fatores econômicos, técnicos e operacionais, sendo notável a maior velocidade de aviões mais antigos.

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