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Ex-Globoplay, Erick Bretas é o novo CEO do Estadão: veja o que muda

Empresário chega com missão de acelerar transformação digital

Erick Bretas é o novo CEO do Estadão. (Foto: Reprodução/X)
Erick Bretas é o novo CEO do Estadão. (Foto: Reprodução/X)

Erick Bretas, que deixou a Globo há quatro meses onde liderava o Globoplay e a divisão de produtos digitais, agora assume como CEO da S/A O Estado de S.Paulo. Esta estrutura de gestão engloba o jornal Estadão e a Rádio Eldorado.

A nomeação de Erick Bretas ocorre em um período no qual o Estadão recentemente captou recursos e emitiu debêntures para impulsionar sua transformação digital. Os investimentos realizados no início deste ano visam acelerar a digitalização e modernização do veículo, garantindo sua competitividade no mercado digital.

Mudança na liderança

Com a chegada de Bretas, Francisco de Mesquita Neto deixa o cargo de diretor-presidente e assume a presidência do Conselho de Administração do Estado de S.Paulo. Além de Mesquita, Roberto Crissiuma Mesquita, Manoel Lemos, Marcelo Pereira Malta de Araújo, Marco Bologna e Tito Enrique da Silva Neto compõem o conselho. Em comunicado oficial, Mesquita Neto ressaltou a importância da nomeação de Bretas para a continuidade do projeto de transformação digital. Ele garantiu que a linha editorial do Estadão, focada na defesa da democracia, liberdade de expressão e econômica, permanecerá inalterada.

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Erick Bretas possui quase 30 anos de experiência no setor de mídia e é reconhecido como o criador do Globoplay, serviço de streaming lançado pela Globo em 2015. Durante seus 27 anos na Globo, ele liderou a criação de produtos digitais e morou no Vale do Silício para captar tecnologias que acelerassem a transformação digital da emissora. Bretas deixou a Globo em fevereiro deste ano após decidir reavaliar sua carreira.

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Desafios e objetivos no Estadão

No Estadão, Bretas tem a missão de expandir a presença digital do veículo centenário. Em seu comunicado, expressou sua honra em suceder Francisco Mesquita Neto e destacou seu compromisso em aprofundar a transformação digital, expandir receitas por meio de novos negócios e garantir a integridade jornalística do Estadão. Bretas enfatizou que seu objetivo é preservar os valores e a marca do Estadão enquanto busca novas oportunidades de crescimento.

Operações financeiras e reestruturação

No início do ano, o Estadão realizou duas emissões de debêntures no valor de R$ 142,5 milhões. Essas debêntures contaram com investidores como Rubens Ometto, dono da Cosan e da Raízen, e outros empresários. Esses recursos são destinados a acelerar os projetos de digitalização da empresa. A operação financeira também envolveu membros da família Mesquita, que investiram R$ 15 milhões e cederam 10% de suas ações na Agência Estado.

Segundo Mesquita Neto, o grupo teve uma receita líquida de R$ 518 milhões no ano passado, com um Ebitda de R$ 64,2 milhões. Em 2023, o jornal alcançou o “breakeven” pela primeira vez desde a pandemia. Dessa forma, 60% das receitas vieram do jornal impresso e das expectativas de crescimento no digital.

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