A taxa de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, a menor média anual desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram detalhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20/02) e mostram que 19 estados e o Distrito Federal também registraram o menor nível da série histórica.
Além do resultado nacional, já divulgado em janeiro, o levantamento revela que a redução da desocupação se espalhou por todas as regiões. Estados como Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideraram com os menores índices, enquanto Bahia (8,7%) e Amazonas (8,4%) apresentaram as taxas mais altas entre os que atingiram seus menores patamares.
Taxa de desemprego 2025 mostra recuo disseminado
A taxa de desemprego em 2025 registrou queda disseminada entre os estados com perfis econômicos distintos, segundo os dados da Pnad Contínua. O recuo alcançou todas as regiões do país e levou diversas unidades da Federação ao menor nível da série iniciada em 2012.
Destaques regionais:
- Sul e Centro-Oeste
- Paraná: 3,6%
- Mato Grosso do Sul: 3,0%
- Goiás: 4,6%
→ Estados consolidaram seus menores patamares históricos de taxa de desemprego em 2025
- Sudeste
- São Paulo: 5,0%
- Minas Gerais: 4,6%
→ Ambos fecharam o ano com níveis reduzidos de desocupação.
- Nordeste e Norte
- Ceará: 6,5%
- Maranhão: 6,8%
- Pará: 6,8%
→ Também atingiram mínimas desde 2012.
Os números refletem expansão da ocupação, abrangendo tanto o emprego formal quanto o trabalho informal, já que a pesquisa considera vínculos com e sem carteira assinada. Além disso, confirma uma projeção anterior sobre a renda recorde do mercado de trabalho em 2025.
Mercado de trabalho e fatores estruturais
Analistas associam o resultado da taxa de desemprego em 2025 ao crescimento da atividade econômica nos últimos anos, que teria estimulado a abertura de vagas formais e ampliado a absorção de mão de obra. Segundo essa avaliação, o dinamismo setorial contribuiu para reduzir o contingente de pessoas em busca de colocação.
Outro ponto citado por especialistas é o envelhecimento da população. Com a transição demográfica, parte dos brasileiros deixa a força de trabalho, o que diminui a pressão estatística sobre o indicador. Para o IBGE, inclusive, só é considerado desocupado quem não trabalha e procura emprego.
Estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) acrescenta que atividades realizadas por meio de aplicativos podem reduzir o desemprego em até 1 ponto percentual. Esse avanço da economia digital, portanto, altera a composição da ocupação e influencia a leitura do indicador.
Taxa de desemprego em 2025 e próximos vetores
A taxa de desemprego em 2025 consolida um novo patamar para o mercado brasileiro, mas especialistas ponderam que a sustentabilidade dependerá do ritmo da economia e da qualidade dos postos criados. Além disso, o comportamento da informalidade, da renda média e da produtividade será determinante.
Assim, a taxa de desemprego em 2025 apresentada na Pnad Contínua entra para a série histórica como referência. O debate, portanto, agora se desloca para a solidez e manutenção desse ciclo.





