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Taxa de desemprego em 2025 atinge mínima histórica em 19 estados, diz IBGE

A taxa de desemprego 2025 fechou em 5,6%, menor média anual desde 2012, com 19 estados e o DF em mínimas históricas. Dados da Pnad Contínua indicam avanço da ocupação, influência da economia digital e efeitos da transição demográfica no mercado de trabalho. Saiba mais.
Imagem ilustrativa de profissional sendo contratada, justificando taxa de desemprego em 2025
IBGE detalha taxa de desemprego 2025 com mínimas históricas em 19 estados e no Distrito Federal. (Foto: Reprodução)

A taxa de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, a menor média anual desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram detalhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20/02) e mostram que 19 estados e o Distrito Federal também registraram o menor nível da série histórica.

Além do resultado nacional, já divulgado em janeiro, o levantamento revela que a redução da desocupação se espalhou por todas as regiões. Estados como Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideraram com os menores índices, enquanto Bahia (8,7%) e Amazonas (8,4%) apresentaram as taxas mais altas entre os que atingiram seus menores patamares.

Taxa de desemprego 2025 mostra recuo disseminado

A taxa de desemprego em 2025 registrou queda disseminada entre os estados com perfis econômicos distintos, segundo os dados da Pnad Contínua. O recuo alcançou todas as regiões do país e levou diversas unidades da Federação ao menor nível da série iniciada em 2012.

Destaques regionais:

  • Sul e Centro-Oeste
    • Paraná: 3,6%
    • Mato Grosso do Sul: 3,0%
    • Goiás: 4,6%
      → Estados consolidaram seus menores patamares históricos de taxa de desemprego em 2025
  • Sudeste
    • São Paulo: 5,0%
    • Minas Gerais: 4,6%
      → Ambos fecharam o ano com níveis reduzidos de desocupação.
  • Nordeste e Norte
    • Ceará: 6,5%
    • Maranhão: 6,8%
    • Pará: 6,8%
      → Também atingiram mínimas desde 2012.

Os números refletem expansão da ocupação, abrangendo tanto o emprego formal quanto o trabalho informal, já que a pesquisa considera vínculos com e sem carteira assinada. Além disso, confirma uma projeção anterior sobre a renda recorde do mercado de trabalho em 2025.

Mercado de trabalho e fatores estruturais

Analistas associam o resultado da taxa de desemprego em 2025 ao crescimento da atividade econômica nos últimos anos, que teria estimulado a abertura de vagas formais e ampliado a absorção de mão de obra. Segundo essa avaliação, o dinamismo setorial contribuiu para reduzir o contingente de pessoas em busca de colocação.

Outro ponto citado por especialistas é o envelhecimento da população. Com a transição demográfica, parte dos brasileiros deixa a força de trabalho, o que diminui a pressão estatística sobre o indicador. Para o IBGE, inclusive, só é considerado desocupado quem não trabalha e procura emprego.

Estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) acrescenta que atividades realizadas por meio de aplicativos podem reduzir o desemprego em até 1 ponto percentual. Esse avanço da economia digital, portanto, altera a composição da ocupação e influencia a leitura do indicador.

Taxa de desemprego em 2025 e próximos vetores

A taxa de desemprego em 2025 consolida um novo patamar para o mercado brasileiro, mas especialistas ponderam que a sustentabilidade dependerá do ritmo da economia e da qualidade dos postos criados. Além disso, o comportamento da informalidade, da renda média e da produtividade será determinante.

Assim, a taxa de desemprego em 2025 apresentada na Pnad Contínua entra para a série histórica como referência. O debate, portanto, agora se desloca para a solidez e manutenção desse ciclo.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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