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Bets: apostas online podem tirar o dinheiro do consumo

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Imagem: RDNE Stock project | Pexel

A facilidade de acesso, a publicidade massiva e a promessa de ganhos rápidos atraem cada vez mais pessoas, especialmente os jovens. Segundo um levantamento do Itaú, os brasileiros perderam R$ 23,9 bilhões em apostas esportivas entre junho de 2023 e junho de 2024. Porém, um estudo da PwC indica que as apostas online estão tomando o lugar do que era gasto em consumo.

O relatório mostrou que os gastos com apostas dobraram desde 2018, chegando a 1,9% da renda familiar. Ao mesmo tempo, os gastos com itens como alimentos, roupas e eletrônicos diminuíram. “Esse dinheiro que antes ia para o comércio local agora está indo para as plataformas de apostas”, afirma Renato Meirelles, da Strategy& Brasil a agência de notícias Reuters.

Esse redirecionamento de montante financeiro prejudica a economia do país, pois, diferente das bets, o consumo possibilita que o dinheiro tenha rotatividade na economia. Ao reduzir o consumo, as apostas online podem levar à diminuição da produção, do emprego e da arrecadação de impostos. Ou seja, gerando um efeito dominó em diversos setores. 

Outro aspecto do impacto econômico é que apostadores acabam se endividando ao tentar recuperar as perdas, afetando sua capacidade de pagar contas e investir em outros setores da economia. 

As empresas do setor defendem que a queda no consumo está mais relacionada à crise econômica e à inflação do que ao crescimento das apostas. Para eles, a regulamentação trará mais segurança e transparência ao mercado, além de gerar empregos e receitas para o governo. 

O papel do governo em encontrar o equilíbrio

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem buscado regulamentar o setor para garantir a proteção dos consumidores e maximizar a arrecadação de impostos. A nova lei que regulamenta as apostas esportivas estabelece regras mais rígidas para as empresas do setor, como a obrigatoriedade de ter sede no Brasil e oferecer ferramentas de autoexclusão para jogadores.

Porém, essa medida não previne os danos a saúde mental da população que perde dinheiro com as apostas. Para além da economia, as bets podem impactar também no setor de saúde. Isso por que a dependência em jogos de azar pode levar a problemas de saúde mental como ansiedade, depressão e isolamento social. Nesse sentido, existe um recorte de classe nos impactos negativos. Já que tendem a ser mais intensos entre as classes sociais mais baixas, as quais são mais vulneráveis à dependência e têm menos recursos para lidar com as consequências.

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