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Eleição de Donald Trump traz desafios para exportações industriais e oportunidades no agronegócio

A eleição de Trump desafia a indústria brasileira, mas acordos Brasil-China impulsionam o agronegócio.
A eleição de Trump afeta parceria de negócios entre Brasil e EUA
(Imagem: Gage Skidmore from Peoria, AZ, United States of America – Wikimedia)

A eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe incertezas sobre os negócios do país com o Brasil, em especial as exportações nos setores industriais e no agronegócio, conforme afirmam especialistas da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto políticas protecionistas representam um desafio para a indústria, tensões comerciais entre EUA e China podem abrir espaço para novas oportunidades no agronegócio brasileiro, impulsionadas também pelos recentes acordos bilaterais entre Brasil e China.

Indústria em alerta com o protecionismo

As políticas protecionistas de Donald Trump já demonstraram impacto no passado. Durante seu primeiro mandato, o ex-presidente dos EUA impôs tarifas sobre aço e alumínio brasileiros, afetando exportações industriais.

Segundo Umberto Celli Junior, professor de Direito Internacional da USP, “Trump mostrou total desprezo por instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC), o que prejudicou o Brasil. Nada indica que ele não seguirá o mesmo caminho”, explica.

Os Estados Unidos também pressionam para que o Brasil perca o status de país em desenvolvimento. “Se essa política avançar, perderemos benefícios como isenções tarifárias, aumentando os custos das exportações e diminuindo a competitividade em setores-chave”, alerta Celli.

Apesar de as exportações brasileiras para os EUA terem somado US$ 19,2 bilhões no primeiro semestre de 2024 — um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior —, a indústria precisa se preparar para potenciais barreiras que podem dificultar o acesso ao mercado norte-americano.

Crescimento do agronegócio com tensões comerciais

Enquanto a indústria enfrenta desafios, o agronegócio brasileiro tem espaço para crescer, beneficiado por tensões comerciais entre EUA e China. Marcos Fava Neves, especialista em agronegócio, destaca que “se Trump repetir a política de 2018, a China deve retaliar, comprando mais soja, milho e algodão do Brasil”.

Essa previsão ganha força com os recentes acordos assinados entre Brasil e China, que incluem novos protocolos sanitários para exportação de produtos como gergelim, sorgo e uvas frescas. Segundo o Ministério da Agricultura, esses protocolos podem gerar mais de US$ 500 milhões anuais para o setor.

A China, maior parceira comercial do Brasil desde 2009, já importa cerca de US$ 7 bilhões em produtos como farinha de peixe e frutas premium, e os novos protocolos prometem ampliar a participação brasileira nesse mercado.

Impacto da parceria Brasil-China

O encontro entre Lula e Xi Jinping, realizado na última quarta-feira (20), fortaleceu a diplomacia entre os dois países, com a assinatura de 37 acordos bilaterais. Entre os destaques, estão avanços em bioeconomia, tecnologias agrícolas e infraestrutura.

No agronegócio, o Brasil ganhou acesso ao mercado chinês para produtos como farinha de peixe e sorgo, além de abrir oportunidades para exportação de uvas e gergelim. Pernambuco e Bahia, por exemplo, poderão expandir suas exportações de uvas frescas, enquanto estados do Centro-Oeste terão novas oportunidades no cultivo de sorgo.

Além do agro, a parceria Brasil-China envolve áreas como inteligência artificial aplicada à agricultura e tecnologias fotovoltaicas, ampliando o impacto econômico e geopolítico da relação.

Estratégia em um cenário global desafiador

A relação política entre os presidentes Lula e Trump pode intensificar as pressões sobre os negócios dos EUA com o Brasil. Enquanto Trump reforça políticas protecionistas, o Brasil busca diversificar seus mercados por meio de acordos com a China e participação no Brics.

“O Brasil precisará equilibrar interesses comerciais e geopolíticos, conciliando relações com os EUA e parceiros estratégicos, como a China”, avalia Fava Neves.

Especialistas alertam que, embora a parceria com a China ofereça oportunidades, é preciso evitar dependência excessiva, mantendo uma abordagem pragmática nas relações internacionais.

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