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Joe Biden aumenta impostos de produtos chineses por votos nas eleições – Por Jackson Pereira Jr.

Medidas protecionistas miram China

Jackson Pereira Jr., empreendedor, diretor do BNTI, fundador e CEO do Economic News Brasil.
Por Jackson Pereira Jr., empreendedor, diretor do BNTI, fundador Economic News Brasil.

Há seis meses da eleição e com baixa popularidade, os novos impostos de Joe Biden segue os passos de Trump sobre os produtos chineses. O presidente americano, buscando votos da classe média, implementa medidas protecionistas para setores críticos da transição energética. Carros elétricos, painéis solares, baterias e minerais associados são os principais alvos. As tarifas, que antes eram de 25%, sobem para 100% em carros elétricos e 50% em painéis solares. Essa estratégia visa criar uma imagem de defesa dos interesses americanos, especialmente na economia.

Pacote de Tarifas e Justificativas

Além dos produtos energéticos, semicondutores, produtos de aço e alumínio, e artigos médicos estão incluídos no pacote tarifário. O impacto dessa nova rodada de impostos está estimado em US$ 18 bilhões em compras americanas, somando-se aos US$ 300 bilhões tarifados desde 2016. A administração Biden justifica essas ações afirmando que os subsídios industriais chineses aumentam a produção além da demanda, prejudicando a concorrência justa. Empresas chinesas, beneficiadas por esses subsídios, têm capacidade de suportar prejuízos, eliminando competidores menores no mercado global.

Programas de Subsídios e Geopolítica

Paralelamente, Biden tem implementado seu próprio programa de subsídios para a transição energética. A estratégia é direcionar esses subsídios para a produção doméstica, justificando a ação sob o prisma da segurança nacional. Este movimento também reflete uma tentativa de reduzir a dependência americana de produtos chineses. No entanto, a China não recua e continua determinada a liderar o setor considerado estratégico. Esse embate evidencia a crescente importância da geopolítica na formulação de políticas econômicas.

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Impactos das Tarifas de Trump

É importante lembrar que as altas nos impostos realizadas pelo ex-presidente Donald Trump não resultaram nos efeitos esperados. Estudos mostram que essas tarifas tiveram baixa efetividade na geração de empregos. Pelo contrário, elas resultaram em aumento de preços nos setores atingidos, custos que, em grande parte, foram repassados aos consumidores. Além disso, a aplicação de tarifas unilaterais deteriora os mecanismos legais de disputa comercial. Isso representa uma ameaça ao sistema que, anteriormente, era amplamente favorecido pelos Estados Unidos, e traz graves riscos à economia mundial.

Continuidade do Protecionismo

Tudo indica que a escalada do protecionismo deve continuar. Trump, em declarações recentes, expressou o desejo de taxar todas as importações em 10%, com percentuais ainda maiores para produtos chineses vindos de países como o México. Esse aumento tarifário teria um impacto inflacionário significativo, com repercussões globais. Os subsídios chineses à indústria, ampliados nos últimos anos, também têm efeitos sistêmicos profundos. A China, com uma demanda interna insuficiente, responde por cerca de 30% da produção mundial, e seu superávit em manufaturas beira os US$ 2 trilhões.

Impacto Global e Multilateralismo

Outras regiões, como a União Europeia, também parecem estar considerando a adoção de restrições comerciais. Isso pode levar a disputas de consequências perigosas. Encontrar um ponto de equilíbrio baseado no multilateralismo será desafiador diante dessas forças conflitantes. A falta de cooperação global pode agravar as tensões econômicas e políticas, dificultando soluções pacíficas e equilibradas.

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Consequências Domésticas

Para a população americana, essas políticas protecionistas têm impactos diretos e palpáveis. Aumentos de preços em bens de consumo são um exemplo claro. O encarecimento de produtos essenciais pode afetar principalmente as famílias de classe média e baixa. Ademais, setores industriais que dependem de insumos importados também sofrem com os custos adicionais, resultando em possíveis demissões e redução de investimentos. Dessa forma, a retórica de proteção aos empregos domésticos pode acabar tendo um efeito contrário ao desejado.

Resposta Internacional

No cenário internacional, a resposta de outros países às políticas protecionistas dos EUA pode variar. Alguns podem optar por retaliar com suas próprias tarifas, enquanto outros podem buscar fortalecer suas alianças comerciais com países fora do eixo americano-chinês. A União Europeia, por exemplo, tem explorado acordos comerciais com países da Ásia e da América Latina, buscando diversificar suas fontes de importação e exportação.

Considerações Finais

Em resumo, as medidas protecionistas de Biden, seguindo a linha de Trump, refletem estratégias eleitorais que podem ter impactos negativos na economia global. A busca por votos da classe média americana leva a decisões que priorizam a geopolítica e a segurança nacional sobre a eficiência econômica e o comércio internacional. A escalada dessas políticas, os impostos de Biden trazem incertezas e riscos que podem afetar não apenas os Estados Unidos e a China, mas a economia global como um todo.

*Artigo de Opinião Por Jackson Pereira Jr.empreendedor, diretor do BNTI, fundador e CEO do Economic News Brasil.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal.

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