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CNDI aprova moção crítica contra aumento da taxa Selic pelo Banco Central

O CNDI criticou o aumento da Selic para 12,25%, alegando prejuízos ao crescimento e ao emprego. O Copom justificou a alta por incertezas externas e fiscais, prevendo novos ajustes. Haddad viu a medida como surpresa, enquanto Alckmin lidera debates sobre desenvolvimento sustentável
Na imagem está Roberto Campos neto, presidente do Banco Central até 2024, em meio à aprovação de moção crítica contra decisão de elevar a taxa Selic
Roberto Campos, presidente do Banco Central - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) criticou a elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic, aprovada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Presidido pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o CNDI, que reúne representantes de 20 ministérios, do BNDES e de 21 entidades da sociedade civil, aprovou uma “moção crítica” contra a decisão.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), comandado por Alckmin, não divulgou o texto integral da moção crítica, mas informou que a medida do BC “prejudica o crescimento econômico, o investimento produtivo e a geração de empregos no país”.

Por que houve protesto contra a alta da Selic?

Com a Selic elevada a 12,25% ao ano, o setor produtivo também manifestou descontentamento. Além da moçãocrítica, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “incompreensível” e “injustificada”. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamou a alta de “surpresa”, embora reconheça que parte do mercado financeiro já esperava o movimento.

Apesar da moção crítica e demais reações, o Copom justificou o aumento acima do esperado com base nas incertezas externas e nos impactos do pacote fiscal do governo. O comitê anunciou ainda que, caso as projeções se mantenham, novos aumentos de 1 ponto percentual ocorrerão nas reuniões de janeiro e março, que serão conduzidas pelo futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Na quinta-feira (12), Alckmin comandará uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, focada em temas como desenvolvimento sustentável, transição energética e fortalecimento da indústria. O colegiado, formado por representantes da sociedade civil, assessora o presidente da República na formulação de políticas públicas. Por isso, deu apoio à moção crítica.

O que é Moção Crítica?

Expediente comum no Poder Legislativo, moção crítica é uma proposição parlamentar que expressa desacordo ou crítica a uma ação, política, decisão ou situação específica. Ela não tem força de lei, mas serve como manifesto de opinião, posicionamento ou protesto. As moções críticas são comuns em assembleias legislativas, câmaras municipais e outros órgãos deliberativos.

Foto de Allan Ricardo

Allan Ricardo

Allan Ricardo é jornalista formado pelo Centro Universitário Estácio Brasília, com experiência em produção jornalística para portais de notícias. Atuou no Portal Nucom e no Metrópoles, com foco na cobertura de política, economia e negócios. No Economic News Brasil, produz análises e conteúdos informativos sobre finanças, mercado e tendências econômicas.

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